Qual a relação entre estresse e câncer?
O oncologista Fernando Maluf, cofundador do Instituto Vencer o Câncer, conta o que a ciência já sabe sobre esse tema.
Os resultados promissores dos testes iniciais de um estudo sobre uma vacina universal contra o câncer foram publicados neste mês na revista científica Nature Biomedical Engeneering.
Principal autor da pesquisa, o oncologista pediátrico Elias Sayour, da Universidade da Flórida (EUA), diz que o produto, caso aprovado nos próximos ensaios, tem o potencial de substituir a quimioterapia.
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O trabalho apresentou os primeiros resultados de testes com camundongos de uma vacina genérica de RNA mensageiro capaz de abrir um novo caminho no combate ao câncer. Nos testes iniciais, a substância foi eficaz na ativação do sistema imunológico dos animais e na consequente redução dos tumores.

“(A vacina) poderia talvez ser usada como medida de prevenção secundária; ou seja, após a remoção cirúrgica do câncer ou o tratamento com radiação. Essa abordagem poderia impedir sua recorrência”, afirmou o especialista em entrevista ao Estadão, por e-mail. “Dessa forma, poderia potencialmente substituir a quimioterapia.”
Diferente das vacinas personalizadas, criadas a partir das células tumorais de cada paciente, ou das que miram proteínas específicas presentes nos tumores, a proposta dos cientistas foi usar uma nova frente: vacinas não direcionadas, mas com potencial para acionar o organismo como se ele estivesse sob ataque.
A nova abordagem se baseia na ativação ampla do sistema imunológico, porém com resultados direcionados. Segundo os autores, essa ativação generalizada desperta as células de defesa, especialmente as células T (um tipo de glóbulos brancos), para combater tumores antes ignorados pelo sistema imunológico.
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Embora os resultados sejam animadores, os testes foram feitos apenas em animais. Agora, os próximos passos focam na adaptação da formulação para testes em humanos, além da avaliação da eficácia e segurança em pacientes oncológicos.
De acordo com o principal autor do trabalho, não existem problemas na adaptação dos modelos de teste.
“Não há desafios significativos, além do tempo que leva para obter respostas para testes em humanos em estudos de fase 1 a 3”, afirmou. “Já estamos testando esse conceito em estudos iniciais de fase 1.”
A fase 1 testa a segurança do produto, enquanto a 2 avalia a eficácia e a segurança. A terceira etapa também vai analisar a segurança e a eficácia, mas desta vez em larga escala.






