Como funciona a transmissão do The Town para TV? Veja tour do 'Estadão'
'Estadão' visitou com exclusividade os bastidores da transmissão do festival para a TV e mostra como a operação funciona. Crédito: Reportagem/Imagens: Sabrina Legramandi; Edição: Jefferson Perleberg/Estadão
A segunda edição do The Town chegou ao fim neste domingo, 14. O evento reuniu 420 mil pessoas em cinco dias, com 14 horas ininterruptas de música e 100 shows. O número foi menor do que o esperado pela Prefeitura de São Paulo, que estimou um público de 600 mil, e menor do que a edição de 2023, que recebeu meio milhão de pessoas em cinco dias de festival no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
Mesmo assim, a produção já confirmou que a edição de 2027 vai acontecer. A Rock World, organização responsável pelo The Town, Lollapalooza Brasil e Rock in Rio, também informou as datas do festival carioca, que ocorre nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro do próximo ano.

O primeiro final de semana da segunda edição do The Town trouxe uma espécie de Dia do Trap no sábado, 6, e Dia do Rock no domingo, 7. Atrações como Lauryn Hill, Travis Scott, Green Day e Iggy Pop estiveram entre as principais.
O público que conferiu o festival no primeiro dia enfrentou uma paralisação “por motivos de segurança” durante o show de Don Toliver. Houve relatos de pessoas passando mal e sendo “esmagadas” no meio da multidão. A apresentação ficou pausada por cerca de 15 minutos e, segundo a organização, “ninguém se machucou”.
Os demais dias ocorreram sem grandes percalços. Claro que, como em todo festival de grande porte, houve críticas à estrutura, especialmente em relação à nova distância entre os palcos Skyline e The One, os principais. A Rock World afirmou que o novo mapa do evento foi criado para “maior fluidez e segurança” e que o público, no primeiro dia, deu nota de 8,9 de satisfação para o festival.
The Town: quanto o público gastou nos looks para curtir o festival?
As repórteres do Estadão, Amanda Botelho e Beatriz Souza, circularam pelo Autódromo de Interlagos e descobriram quanto os fãs gastaram para montar o visual. Crédito: Amanda Botelho e Beatriz Souza/Estadão
O segundo fim de semana, que aconteceu entre os dias 11 e 14, abriu espaço para o pop. Nomes como Mariah Carey, Luísa Sonza, Backstreet Boys, Ivete Sangalo, Camila Cabello e Katy Perry se apresentaram no evento.
O Estadão acompanhou todos os dias de festival e presenciou as maiores surpresas e decepções do evento. Grandes nomes, nacionais e internacionais, mostraram para o que vieram e entregaram ótimos shows que, com certeza, vão ficar para a história do The Town.
Outros, incluindo headliners, decepcionaram com shows curtos, sem carisma ou com problemas de roteiro. Confira as listas de melhores e piores shows do festival vistos pelo Estadão, em ordem crescente e de acordo com as críticas publicadas:
Os melhores shows do The Town 2025
9 - Jacob Collier
Sandy faz participação especial em show de Jacob Collier no The Town
Cantora subiu ao palco para duas canções ao lado do artista de jazz. Crédito: Danilo Casaletti
O músico britânico conseguiu o mérito de fazer um show valioso em um palco alternativo – o SP Square, o único que não tem transmissão na TV. O lugar, naturalmente com menos público, esteve agitado para ver o público no domingo, 14, dia que contou com uma participação surpresa de Sandy. Nome que anos atrás chamou a atenção de Quincy Jones, o produtor dos produtores, Jacob fez shows vibrantes com sua mistura de jazz, pop e soul em dois dias de festival. Mas não se engane. Até ele, vez ou outra, lança mão do famigerado playback. LEIA RELATO DO SHOW
8 - Camila Cabello

A cantora se mostrou mais madura do que a última vez que se apresentou no País, durante o Rock in Rio em 2022. A apresentação teve estrutura grandiosa, coreografias elaboradas e muitas homenagens ao Brasil, incluindo a apresentação de um hit brasileiro: Ai Se Eu Te Pego, de Michel Teló. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
7 - Backstreet Boys

O Backstreet Boys fez jus aos muitos fãs que lotaram o festival apenas para vê-los. Em uma apresentação grandiosa e competente, passaram por grandes hits como As Long as You Love Me e I Want It That Way, e agradaram o público com muita nostalgia, dança e bons vocais. Foi a prova de que a paixão por ídolos segue viva se bem cultivada, independentemente da idade. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
6 - Ivete Sangalo

Com um saco de sucessos para tirar do bolso, carisma de sobra e uma banda tão competente quanto vigorosa, a cantora mobilizou o público no palco principal do festival e cumpriu, com louvor, a missão de esquentar o festival em uma noite na qual os termômetros marcavam 14°C. Tocou sucessos próprios, como Abalou e Festa no Gueto, e também da sua fase na Banda Eva. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
5 - Iggy Pop

Aos 78 anos de idade, o cantor, considerado por muitos como criador do punk rock nos anos 1960, demonstrou vitalidade, sobriedade e profissionalismo. Com sua voz grave preservada, ele surgiu dançando e, como de costume, sem camisa, ostentando rugas e flacidez corporal sem pudor. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
4 - Green Day

A banda norte-americana retornou mostrando que sabe como valorizar seu próprio repertório. Pouco mudaram do roteiro de sua última apresentação no Rock in Rio, em 2022, com exceção de algumas músicas do álbum lançado no ano passado, Saviors. Apesar disso, mostraram como conduzir um bom show, mesclando a rebeldia ainda adolescente de Billie Joe Armstrong e o igual protagonismo de Mike Dirnt e Tré Cool. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
3 - Lionel Richie

O cantor americano voltou ao Brasil após quase uma década longe, e enfileirou hits dos anos 1970 e 1980, alternando entre baladas e músicas mais dançantes. Promovendo um verdadeiro “bailão” no festival, ele regeu um coro ao final, com We Are The World e All Night Long. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
2 - Jessie J

Diagnosticada com câncer em junho, Jessie J fez set acústico poderoso e emocionante que provou a força de uma das melhores vocalistas da atualidade. Carismática, ela estava acompanha de apenas três músicos e sustentou a apresentação na voz e no carisma. Passou por sucessos como Price Tag e Bang Bang e ainda apresentou uma música inédita. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
1 - Lauryn Hill

Lauryn Hill fez um dos melhores shows da ainda curta história do festival, com momentos de deixar o público boquiaberto. Ao lado dos filhos Zion e YG Marley, ela trouxe novos arranjos para grandes sucessos - Killing Me Softly, por exemplo, ganhou um toque de samba - e mostrou que um show memorável não é feito apenas de uma mera reprodução das músicas. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
Os piores shows do The Town 2025
5 - Mariah Carey

Um ano após passar por São Paulo, Mariah levou ao palco do The Town um show bem parecido, mas com resultados mistos: embora tenha oferecido uma sequência forte de sucessos e mostrado sua potência vocal, as longas pausas para trocas de figurinos e sua falta de interação dispersaram parte do público. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
4- Katy Perry

Katy foi muito relevante no início dos anos 2010 e, por seu passado glorioso, ainda mobiliza fãs, especialmente quando canta canções como Dark Horse, Hot N Cold, Wide Awake, Part of Me e Firework. Atualmente, tenta se adaptar ao volátil cenário pop, mas com dificuldades - o que se notou na apresentação. O som do Skyline estava ruim, e tudo pareceu sem brilho. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
3 - Travis Scott

O show do headliner do primeiro dia de The Town passou por músicas de toda a sua carreira, mas durou menos de 1h. A plateia, eufórica, chegou a acender sinalizadores - algo que já havia sido visto em outros shows ao longo do dia e também durante a apresentação de Green Day. LEIA RELATO DO SHOW
2 - Bad Religion

A banda não soube cumprir à altura o desafio de substituir o Sex Pistols, banda britânica que cancelou a participação no festival de última hora. O repertório soou repetitivo, sem nuances e entediante. Do início ao fim, tudo foi corrido. As canções, que parecem ser tocadas na velocidade 2x, até buscam algum contato com as melodias, mas não chegam perto do apelo ou ritmo contagiante do Green Day, ou de Iggy Pop. LEIA A CRÍTICA DO SHOW
1 - Jason Derulo

Nem a chuva de hits foi capaz de animar o público durante a apresentação de Jason Derulo. O cantor abusou de bases pré-gravadas, danças sexualizando as bailarinas e autotune. Apelou até para sons virais de TikTok, mas suas tentativas de animar a plateia foram mal sucedidas.





