Filho de Faustão, João Silva fala sobre novo programa no SBT e comenta saúde do pai; veja vídeo

O apresentador estreia o ‘Programa do João’ no sábado, 9, cita Virginia Fonseca como influência e comenta a força de Faustão nesta entrevista concedida às vésperas da estreia

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Foto do autor Gabriel Zorzetto
Atualização:

João Silva troca a Band pelo SBT e diz que Faustão vive 'altos e baixos'

Filho do famoso apresentador promete conectar gerações com o 'Programa do João'. Crédito: Gravação e edição: Júlia Pereira

Foto: Rogério Pallata/Divulgação
Entrevista comJoão SilvaApresentador

A pouca experiência não impõe limites a João Silva. Depois de quase dois anos com o Programa do João na Band, o filho de Faustão entendeu que precisava mudar os rumos. Em 2022, o jovem aparecia no programa de seu pai, Faustão na Band. No ano seguinte, ganhou sua própria atração na emissora. Agora, aos 21 anos, ele leva seu programa ao SBT.

O jovem apresentador conversou com o Estadão na quarta-feira, 30, na sede do SBT. A conversa girou em torno do novo programa, que estreia no sábado, 9, a partir de meia-noite, televisão, entretenimento e seu pai. Dias depois da entrevista, nesta quinta, 7, foi revelado que Faustão está desde maio internado no Hospital Albert Einstein.

O novo formato tem proposta de conectar gerações e estilos, com apelo à nostalgia. Mesmo com a mudança de canal, o título será o mesmo pelo fato de João deter os direitos da marca. As exibições serão nas noites de sábado, logo após o Sabadou com Virginia.

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A influenciadora Virginia Fonseca, aliás, é uma inspiração para a carreira do rapaz, assim como o humorista Danilo Gentili, comandante do talk show The Noite, conforme ele explica nesta entrevista.

João reconhece que precisa se desenvolver como apresentador, a fim de consolidar empatia junto ao público. Ao justificar a baixa audiência que tinha na Band, ele cita as mudanças de horário e reproduz um mantra comum entre profissionais do ramo: “Televisão é hábito”.

É bem provável que ele tenha ouvido a frase da boca do pai, veterano comunicador que hoje exige cuidados especiais. Em agosto de 2023, Faustão foi submetido a um transplante do coração e, cerca de seis meses depois, realizou um transplante de rim. Aos 75 anos, ele vive “altos e baixos” com o tratamento de hemodiálise. “É uma vida a qual você tem que estar em alerta e tomar cuidado”, afirma o filho.

Leia abaixo a entrevista completa.

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João Guilherme Silva ao lado do pai, Fausto Silva, durante apresentação do 'Faustão na Band' Foto: Reprodução de 'Faustão na Band' (2023)/Band

Por que trocar a Band pelo SBT?

A troca foi uma boa decisão. São ciclos. Hoje estou fazendo um projeto completamente diferente, com essa entrega do entretenimento. Sou muito grato à Bandeirantes, mas agora é uma nova fase para fazer um formato diferente.

Nas divulgações do programa, fala-se em ‘revolucionar’ as noites de sábado. Não é um pouco pretensioso dizer isso?

Não acho que vai revolucionar. O que eu acho, na verdade, é que vamos conseguir juntar de novo a família. Esse programa vai ser aproveitado pelo público mais velho de TV, mas o corte dele será entregue para as pessoas mais jovens das redes sociais. Minha audiência não é só quem assiste ao programa de uma hora, mas também quem assiste ao corte de um minuto nas redes. Se você olhar as redes sociais do SBT, são gigantescas. Seja TikTok, seja YouTube. O programa de TV mais assistido no YouTube no mundo é o The Noite. É bizarro. Vai ter gente que vai assistir pelo YouTube no dia seguinte, na hora que quiser.

O Gentili, então, é uma referência pra você?

O formato dele é completamente diferente. Mas o Danilo é um cara que tem uma experiência enorme, é muito rápido, está na TV há muitos anos. Conversei bastante com ele quando vim gravar com ele.

A Virginia também parece ser uma referência para você. Chegou a conversar com ela?

Acho ela fenomenal. Ela veio para provar que há espaço para todo mundo. Ela está entregando números muito positivos. Conversei com ela, temos uma surpresa juntos no programa de estreia. Basta ligar 10 minutos antes de começar o meu programa e assistir o que preparamos. São programas irmãos. A Virginia é uma figura que veio do digital e conversa com o público jovem, mas conseguiu sair disso e conversar com a minha avó. Qual outro influenciador que minha avó tem essa ligação? Então, acho que ela é uma grande referência para todo mundo.

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Sobre sua função de apresentador, sente que já desenvolveu um estilo capaz de criar empatia e carisma junto ao público? Ou precisa desenvolver mais?

Eu preciso me desenvolver a cada programa. Sou muito novo, estou no começo de carreira e tenho que evoluir. É um passo a passo, mas eu acho que a empatia vai se criar. A minha forma de ser próximo das pessoas, próximo do público, não ter esse distanciamento, cria muito essa empatia.

João Silva, filho de Faustão, concede entrevista ao 'Estadão' antes de estrear no SBT Foto: TV Estadão/Julia Pereira

Aos 21 anos, o que você ainda não entendeu sobre a TV aberta?

Acho que a compreensão de como segurar a audiência durante o programa. Qual é o segredo? Pergunto para todo mundo há muito tempo, mas não tem segredo. Tem quadro que achamos que vai explodir, mas não explode. E vice-versa. Na Band eu mudei muito de horário, demorou para eu entender a entrada e saída de audiência. É algo que eu preciso estudar cada vez mais. Mas agora estamos bem preparados. A equipe do SBT é muito boa nisso e vamos conseguir regular.

As mudanças de horário afetaram muito sua audiência na Band?

Com certeza isso teve um resultado. Mas eu não acho que seja um motivo. É um programa novo. Televisão é hábito. Se você muda muitas vezes, acaba quebrando esse ciclo.

Nesse novo formato do programa, a questão da nostalgia vai estar muito forte. Só que no passado, nos programas de auditório clássicos, era possível dizer coisas e mostrar coisas que hoje não são possíveis. A sociedade ficou mais chata nesse sentido?

Essa ideia de que as pessoas estão chatas depende do público. O Ratinho tem uma audiência maravilhosa e ele não está nem aí para o que as pessoas vão falar. Ele tem o público dele, que o adora. Tem público para todo mundo. Você tem que aprender a tomar porrada e fazer um conteúdo para quem quer te assistir. Se quem está te assistindo está se divertindo e você não está machucando ninguém, pare de ficar ouvindo [críticas] de quem não gosta. Tem pessoas que não vão gostar do seu conteúdo de forma alguma. Então, você tem que tentar convencer essas pessoas.

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Você já disse que quando começou na TV tinha medo de falar besteira por causa de cancelamento. Ainda sente esse medo?

Bem menos. Acho que as pessoas hoje estão mais tranquilas. Já foi pior. Durante a pandemia, vivemos um momento de mais cancelamento, de mais raiva das pessoas.

Como está a saúde do seu pai? Hoje a vida dele é muito diferente do que era anos atrás? (lembrando que entrevista foi dada no dia 30/7)

Com certeza, são fases da vida. Meu pai passou por muita coisa nos últimos dois anos. Não é fácil, só que meu pai é muito forte. Além do organismo dele ser forte, ele tem uma cabeça muito boa, essa coisa da geração raiz mesmo. Ele está sempre de bem com a vida, feliz, só que com algumas limitações.

Você, como filho, temeu perder seu pai nesse processo todo?

Com certeza, principalmente no transplante de coração. É muito louco porque você entra em um lugar de novo normal e vai se acostumando com a situação. Ninguém quer clima de velório em casa. Meu pai não queria essa energia ruim nos momentos mais difíceis. Então, é levar de forma leve. Tenho certeza que ele vai estar aí por muitos e muitos anos. São altos e baixos. Hoje ele está numa situação melhor, graças a Deus. É uma vida a qual você tem que estar em alerta e tomar cuidado. Ele faz tratamento de hemodiálise, por exemplo, que não é uma coisa maravilhosa. É bem difícil. Mas enfim, é a vida.