Tarifaço de Trump: Camex aprovou o Brasil entrar com consulta na OMC, diz Alckmin
Vice-presidente diz que Lula agora vai decidir 'quando fazê-lo e como fazê-lo'. Crédito: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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BRASÍLIA - O pacote para auxiliar empresas que são afetadas pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos e mitigar impactos sobre a economia doméstica será divulgado pelo governo nesta sexta-feira, 8, mas apenas em linhas gerais, conforme apurou o Estadão/Broadcast.
Os detalhes do plano de contingência, como vem sendo chamado pela equipe econômica, serão conhecidos pouco a pouco, segundo explicaram pessoas a par da elaboração do plano, porque levará em conta a demanda das companhias, as necessidades por setores e a demonstração por parte de seus líderes de que há empenho em manter ao máximo o quadro de trabalhadores existente antes das sanções americanas, preservando os empregos.

Conforme já registrou o Estadão/Broadcast, além de linhas de crédito que devem ser feitas via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), está prevista no pacote a ampliação de compras governamentais — principalmente no caso de alimentos perecíveis. O instrumento usado deve ser a medida provisória por causa de seu caráter imediato de aprovação em função da avaliação de que o cenário é de relevância e urgência.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) elabora um mapa do que devem ser os setores e empresas mais atingidos pelas elevações de alíquotas de importação de produtos brasileiros feitas pelo presidente americano Donald Trump.
O Ministério da Fazenda, por sua vez, calcula os impactos da medida sobre a economia e avalia com o Tesouro Nacional os fluxos de caixa. O desenho geral de como o governo deve agir já foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No início de abril, Trump criou o que chamou de tarifas recíprocas, uma taxa de 10% que seria aplicada em praticamente todas as exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos (nesta quinta-feira, 7, uma tabela atualizada das tarifas recíprocas, para quase uma centena de países, entrou em vigor).
No início de julho, uma outra rodada de tarifas para o Brasil — de 40% — também foi anunciada, totalizando uma alíquota de 50%.
Ainda no mês passado, a Casa Branca recuou, colocando 694 produtos brasileiros na lista de exceção, o que trouxe algum alívio para o País. Entre as empresas e setores que mais aguardavam essa redução estavam a Embraer e a indústria de suco de laranja, que passaram a ter seus produtos taxados ainda nos 10% iniciais.
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O governo e os produtores de café, frutas tropicais e cacau ainda aguardam a mesma redução de tarifas. A expectativa era de que o anúncio fosse feito por Trump ainda na semana passada por causa do impacto que a alta dos preços pode ter para a inflação americana, mas até o momento ainda não ocorreu. Ainda se espera uma sinalização nessa linha pelo republicano.





