Calculadora do IR: você vai ser taxado como alta renda? Faça as contas do imposto mínimo

Quem ganha mais de R$ 50 mil por mês será obrigado a pagar um percentual mínimo de Imposto de Renda por ano, descubra como vai ser calculado

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Por Redação
Atualização:

Isenção do imposto de renda: veja na prática o que muda com a aprovação do projeto

Benefício para quem ganha até R$ 5 mil por mês será vitrine na eleição de 2026. Crédito: TV Estadão

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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BRASÍLIA – Quase oito meses após ter sido enviado pelo governo, o Congresso aprovou o projeto de lei que isenta de Imposto de Renda (IR) quem ganha até 5 mil por mês - proposta de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, que passa a valer em 2026, ano em que o petista deve concorrer à reeleição, será compensada com a taxação de quem recebe acima de R$ 50 mil co, o chamado “imposto mínimo”.

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Segundo a Receita Federal, a medida vai atingir 141 mil contribuintes. Para saber se será enquadrado como alta renda, o contribuinte terá de somar todas as suas fontes de receita para então descobrir qual será a alíquota mínima de imposto correspondente exigida pelo governo.

Caso já pague uma tributação acima desse porcentual, o contribuinte não terá de pagar nada além. Caso esteja pagando uma alíquota efetiva mais baixa, terá de fazer a complementação.

O imposto de renda mínimo levará em conta a alíquota efetiva — ou seja, uma média de quanto o contribuinte realmente paga de imposto sobre todos os seus rendimentos, tributáveis e não tributáveis.

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Essa alíquota vai incidir sobre a soma de todas as fontes de renda: salários, receitas com aluguéis, pensões, lucros e dividendos, entre outras receitas (veja exceções abaixo). A alíquota sobe gradualmente até chegar ao teto de 10% para quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano.

Para ajudar no cálculo, o Estadão preparou uma calculadora que mostra a alíquota do imposto mínimo correspondente à renda. Insira abaixo o seu rendimento anual para descobrir qual o imposto mínimo que será exigido pelo governo federal ↓

O contribuinte só terá de pagar o tributo e acertar as contas com o Fisco se a alíquota média efetiva do que ele já pagou de imposto em todos os seus rendimentos for menor do que o imposto mínimo correspondente à sua faixa de renda.

Por levar em conta a alíquota efetiva, na prática, serão mais atingidas as pessoas que têm uma parte muito grande de sua renda de fontes hoje não tributáveis, como lucros e dividendos.

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Rendas excluídas do cálculo da alta renda

O texto aprovado pelo Congresso número de exceções para calcular a renda dos contribuintes mais ricos. Pelo texto, não serão computados os seguintes rendimentos:

  • Herança
  • Rendimentos da poupança
  • Indenizações por acidente ou doenças graves
  • Aposentadorias decorrentes de doenças graves ou acidente de trabalho
  • Dividendos pagos por governos estrangeiros
  • Pagamentos de fundos soberanos
  • Entidades estrangeiras que administram previdência
  • Títulos isentos (LCI, LCA, LCD, CRI, CRAs, FIIs, Fiagros, debêntures incentivadas e fundos de investimentos de infraestrutura)

O resultado prático disso é que contribuintes que poderiam ser enquadrados na alta renda — e, portanto, seriam sujeitos ao imposto mínimo — poderão ficar abaixo da linha de corte. Essas exceções também serão consideradas na fixação da alíquota adicional de IR a ser cobrada.

A chamada “renda isenta da atividade rural” também foi excluída do somatório de rendimentos que servirão para enquadrar o contribuinte como de alta renda. Isso representa 80% da renda obtida pelo produtor rural — só 20% é a base tributável.

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