
Nova York - A Petrobras prepara uma emissão de cerca de R$ 3 bilhões em debêntures, aproveitando o baixo custo de emissão no Brasil. Bancos já estariam mandatados para a operação, que deve vir a público nos próximos dias e ser precificada no fim do mês que vem, conforme fontes. Há anos a Petrobras não acessa o mercado local de dívida.
O mercado de dívida local vivencia um dos menores patamares de custo de captação de sua história, a despeito dos juros altos no País, dizem banqueiros de investimento no exterior e no Brasil. Nesse ambiente, há uma grande demanda de fundos de crédito e de investidores pessoas físicas para alocar mais recursos na renda fixa.
O baixo custo de captação local tem atraído grandes emissores brasileiros, acostumados a recorrer mais ao exterior quando precisam levantar recursos. Desta vez, o cenário é outro. O preço para emitir no mercado internacional, em especial nos Estados Unidos, está elevado em meio à volatilidade nos Treasuries, que são os títulos do Tesouro americano, por conta das novas políticas comerciais do presidente dos EUA, Donald Trump, que têm turvado o cenário com incertezas. Na semana passada, a Vale anunciou uma emissão de R$ 6 bilhões em debêntures incentivadas.
Captação ocorre após mudança no estatuto
A captação da Petrobras no mercado de dívida doméstica ocorre na sequência de uma mudança no estatuto social da empresa, que permitiu à diretoria executiva decidir sobre a emissão de debêntures não conversíveis em ações, desde que dentro do limite anual estabelecido pelo Conselho de Administração. A mudança está alinhada a alterações na Lei das S.A.
Procurada, a Petrobras não comentou até a publicação deste texto.
Esta notícia foi publicada no Broadcast+ no dia 26/05/2025, às 16:08.
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