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O inferno astral de Javier Milei: escândalo de corrupção e eleições fazem liberal intervir no câmbio

No Fala, Duquesa!, colunista reage ao anúncio do secretário de Finanças de que o BC argentino será mais ativo para controlar o câmbio

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Por Redação

O inferno astral de Javier Milei: escândalo de corrupção e eleições fazem liberal intervir no câmbio

No Fala, Duquesa!, colunista reage ao anúncio do secretário de Finanças de que o BC argentino será mais ativo para controlar o câmbio. Crédito: Edição: Jefferson Perleberg

No início desta semana, o governo argentino de Javier Milei anunciou que passará a intervir no mercado de câmbio após a desvalorização do peso provocada pelo nervosismo pré-eleitoral. No Fala, Duquesa! desta semana, a colunista do Estadão, Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, reage ao anúncio feito pelo secretário de Finanças do país, Pablo Quirno, em publicação no X.

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“Até então o governo estava tentando deixar o câmbio mais fluido, mas câmbio na Argentina é um problema extremamente difícil e desafiador por causa da dolarização da economia”, explica a Duquesa. Ela lembra que o povo argentino tem uma cultura de aproximação com o dólar, de utilizar a moeda americana como referência para tudo que eles fazem.

O governo Milei criou um teto para o banco central interferir. Mas, até então, eles estavam usando algumas outras medidas, como o endurecimento dos compulsórios bancários e a realização de leilões extraordinários pelo Banco Central da Argentina (BCRA). Ainda assim, a pressão cambial persistiu, agravada por um escândalo de corrupção que envolve, supostamente, Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência.

Soma-se a esse cenário o resultado decepcionante do candidato apoiado por Milei na eleição em Corrientes, que ficou em quarto lugar, e ao desafio imediato das eleições na província de Buenos Aires, reduto historicamente peronista que concentra 40% da população argentina. Além das disputas locais, outubro trará a renovação de parte significativa do Congresso, um ponto de tensão adicional para o mercado.

A preocupação é que uma vitória da oposição comprometa a agenda de reformas do governo nos próximos dois anos. Apesar de sua maior conquista até aqui ser a queda expressiva da inflação acumulada — de 87% no ano passado para 17,3% até julho deste ano —, Milei enfrenta uma conjuntura delicada: pressão cambial, reformas pendentes e instabilidade política. Esse conjunto de fatores torna a decisão de intervir no câmbio não apenas uma resposta técnica, mas também uma tentativa de preservar a confiança em meio à turbulência que pode redefinir os rumos do governo.

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O presidente da Argentina, Javier Milei (à esquerda), conversa com sua irmã, a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, durante uma carreata em Lomas de Zamora, província de Buenos Aires, Argentina Foto: Juan Mabromata/AFP

Programa

Todas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado. A atração também tem uma versão em podcast.

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