Não bastou ao presidente americano, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros. Em 15 de julho, os EUA oficializaram uma investigação contra o Brasil, com base na seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o mesmo instrumento que sustentou a pancadaria comercial contra a China anos atrás.
“E aí vem o detalhe: a lista de justificativas apresentada pelos americanos parece bingo de churrasco de domingo. Porque tem de tudo, e tudo sem conexão”, diz a colunista Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax.
“O pacote de justificativas veio recheado: tratamento dado a Bolsonaro; decisões do STF contra empresas americanas de tecnologia; desmatamento; etanol caro; e o sempre útil interesse da segurança, porque significa qualquer coisa, e aí fica fácil”, diz.
Na coluna Não vou passar raiva sozinha desta semana, ela fala do “bingo diplomático” que se transformou a briga comercial de Trump com o Brasil (veja a íntegra no vídeo acima).
“O Trump não quer um acordo. Ele quer confronto. E o Brasil não pode ser figurante no roteiro dos outros. A resposta precisa ser técnica, gradual e pragmática. O governo tem de reconstruir pontes. Não com discurso inflamado e frase feita, mas com proposta concreta, produto a produto, setor por setor.”
Segundo a colunista, “o mais perigoso desse jogo não é perder um ponto, é perder o rumo”.

Programa
Todas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado. A atração também tem uma versão em podcast.
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