Por que o Brasil não tributa dividendos na pessoa física?
No programa ‘Não vou passar raiva sozinha’ desta semana, a colunista do ‘Estadão’ explica como surgiu a ideia de concentrar a tributação na empresa. Crédito: Duquesa de Tax | Estadão
Por que o Brasil, quase que sozinho no mundo, não tributa dividendos na pessoa física? No programa Não vou passar raiva sozinha, a colunista do Estadão, Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, explica sobre o assunto.
“Em 1995, o desenho escolhido foi bem simples, concentrar a conta dentro da empresa e zerar quando o lucro chega à pessoa física.“
A ideia, na época, era simplificar o sistema e facilitar a fiscalização, concentrando o controle nas companhias — muito mais fáceis de monitorar do que milhões de pessoas físicas. O resultado foi um modelo de “um andar só”: a empresa paga tudo, e o dividendo sai limpo.

E acabou vindo um bônus discreto. Com tudo passando pelo CNPJ, a fiscalização das empresas seria muito mais fácil do que a fiscalização em milhões de pessoas físicas.
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Todas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado. A atração também tem uma versão em podcast.
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