A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) emitiu nesta quinta-feira, 30, uma suspensão temporária de decolagens (ground stop) para o Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, devido à escassez de controladores de tráfego aéreo. A medida suspende temporariamente as partidas com destino ao aeroporto, afetando voos de diversas regiões do país.
A ação ocorre em meio ao “shutdown”, uma paralisação parcial das atividades do governo dos EUA, que teve início no dia 1º de outubro, após o Congresso não chegar a um acordo sobre o orçamento. Controladores de tráfego aéreo trabalham sem remuneração desde que o shutdown começou, com aeroportos em todo o território do país sofrendo atrasos significativos e cancelamento de voos devido a uma escassez de pessoal. O impacto se intensifica porque antes do shutdown já existia uma demanda por mais controladores.

Segundo o comunicado emitido pela FAA nesta quinta, os voos partindo de centros de controle como Atlanta, Nova York, Chicago e Houston estão sujeitos a atrasos médios de 90 minutos. O aviso, emitido por volta das 14h30 no horário de Brasília, indica que as restrições podem se estender até o início da madrugada de sexta-feira, 31, dependendo das condições de pessoal.
Um aviso do Centro de Controle de Tráfego Aéreo (ATCSCC, na sigla em inglês) confirma que a taxa de pousos e decolagens foi reduzida devido à falta de controladores. A probabilidade de extensão da medida é classificada como “média”.
A FAA informou que todos os voos afetados receberão novos horários previstos de liberação para decolagem.
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No último domingo, 26, os EUA registraram mais de 8 mil voos atrasados no país, também por conta da ausência de controladores de tráfego aéreo.
No mesmo dia, em entrevista ao programa “Sunday Morning Futures”, da Fox News, o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, previu que os passageiros verão mais voos atrasados e cancelados nos próximos dias, devido à ausência de remuneração para esses trabalhadores.
Ele apontou que mais controladores estavam ligando para dizer que estavam doentes, já que preocupações financeiras agravam o estresse de um trabalho já desafiador. “Ontem mesmo, tivemos 22 demissões. Esse é um dos maiores números que já vimos no sistema desde o início da paralisação. E isso é um sinal de que os controladores estão se esgotando”, disse ele.





