Europa propõe programa para garantir alimentação na região

Segundo Comissão Européia, cerca de 8% da população do bloco não estaria se alimentando de forma suficiente

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Por Jamil Chade e de O Estado de S. Paulo
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A alta nos preços de alimentos atinge até mesmo os países ricos da Europa. Nesta quarta-feira, 17, a Comissão Européia propôs a criação de um programa de meio bilhão de euros para garantir alimentos a cerca de 8% da população do bloco - mais de 43 milhões de pessoas - que não estaria se alimentando de forma suficiente.   Nos últimos anos, a Europa vem reduzindo de forma gradual alguns de seus programas de subsídios aos produtores. Mas o novo programa de ajuda aos mais pobres foi visto com suspeita por parte de diplomatas de países em desenvolvimento, que temem que o esquema seja mais uma estratégia para garantir que a produção européia tenha mercado garantido.   O mecanismo distribuiria os excedentes dos estoques para as populações mais pobres do continente. O plano prevê um aumento dos gastos com a ajuda alimentar dos atuais 310 milhões de euros em 2008 para mais de 500 milhões de euros a partir de 2009.   Pelo esquema, 75% dos custos da distribuição de alimentos seriam pagos por Bruxelas. Cada um dos 19 países que fará parte do projeto pagará o restante. Para as áreas mais pobres da UE, Bruxelas está disposto a pagar por 85% da conta da ajuda alimentar.   Em 2006, o dinheiro usado pela UE para distribuir alimentos possibilitava uma ajuda para 13 milhões de pessoas. Mas Bruxelas estima que existam 43 milhões de pessoas no continente que correm risco de enfrentar uma "pobreza alimentar".   O conceito, porém, não é o mesmo que a ONU usa para definir os desnutridos no mundo, que chegam a 925 milhões de pessoas. Para a UE, a falta de alimentos significa que uma família européia precisa passar mais de dois dias sem conseguir comer carne bovina, frango ou peixe.

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