Foto: Wilton Junior/EstadãoBRASÍLIA - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, “deixou a desejar” por não ter considerado os indicadores econômicos do governo para reduzir a taxa de juros. “Eu acho que deixou a desejar, entendeu? O Galípolo. Deixou a desejar”, afirmou Gleisi, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast. A declaração ocorre na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a Taxa Selic em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva.
A ministra também falou sobre a reforma administrativa em discussão. Gleisi disse que acha “difícil” o Congresso aprová-la até o final de 2026, devido às eleições do ano que vem e à mobilização de categorias do serviço público.
Em suas respostas, Gleisi deixou claro que, se deputados quiserem receber emendas, terão de apoiar o governo: “Quando o parlamentar vota contra, não tenho por que soltar as emendas que não são obrigatórias”.
A ministra também comentou a megaoperação da Polícia do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha. “Hoje, os Estados nos tratam como provedores de equipamentos. Não sentam com o governo federal, não planejam a operação. Isso não é certo”, criticou.
A seguir, os principais trechos da entrevista:
O governo está preparado para o debate sobre a segurança pública em 2026?
É muito compreensível a opinião da população, porque quem vive numa comunidade sob o jugo do tráfico sabe o que significa a violência, a opressão, a extorsão. Então, é compreensível que as pessoas apoiem uma ação como foi feita no Rio de Janeiro. O que a gente chama atenção? É que isso não vai fazer um combate eficaz ao crime organizado. Isso pode trazer um alívio, mas são operações que colocam em risco a vida de policiais e de gente inocente. E o crime organizado se recompõe rapidamente no território. Infelizmente, a vida para o crime é substituível. A gente precisa, junto com as ações policiais territoriais, que são necessárias, ter um serviço de inteligência e de planejamento integrado. Tem que estrangular o dinheiro que sustenta o tráfico e fazer operações que cheguem aos grandes, que é quem banca a ocupação do território. Nós tivemos uma operação, que o governo federal participou, e foi uma operação que eu julgo de grande sucesso, que é a Carbono Oculto. Foi uma operação que utilizou a Polícia, a Receita, o Coaf, seguiu o dinheiro e conseguiu fechar negócios importantes para a lavagem de dinheiro do tráfico. Talvez, o papel do governo, em termos de segurança pública, seja exatamente colaborar nesse sentido. Para ser de forma integrada, a gente precisa ter isso legalmente institucionalizado. Por isso, a importância da PEC da Segurança. Hoje, os Estados nos tratam como provedores de equipamentos. ‘Ó, nós vamos fazer uma operação, e a gente precisa de uns blindados aí de vocês.’ Não sentam com o governo federal, não planejam a operação. Isso não é certo. Como é que a gente vai entrar numa operação só fornecendo equipamentos, sem saber exatamente qual é o objetivo daquela operação? Vamos ser sócios de um resultado que nós não sabemos como foi construído para ser obtido?
O governo está perdendo no debate sobre segurança pública?
Veja, a nossa preocupação não está só em ganhar ou perder o debate, está em ter efetividade. Quando as pessoas virem que vai ter efetividade o que nós estamos propondo, isso tende a mudar. Volto a dizer, eu compreendo plenamente que as pessoas apoiem uma operação como a que aconteceu, principalmente se elas estão sob o jugo do crime organizado. Mas nós temos que levar uma proposta duradoura. Eu não sei como está lá no território do Alemão, onde aconteceu a operação, mas acredito que já se recompôs uma parte do Comando Vermelho. E o que acontece? A polícia entrou, matou, tirou o pessoal de lá, mas não ocupou o território em termos de segurança e em termos de políticas públicas, que a gente também precisa pensar. Então, temos a obrigação de dar uma resposta mais completa, não é só fazer um debate raso na política.
Mas, na eleição, talvez o debate seja promovido pelos adversários do presidente Lula de forma rasa.
Vai ser, mas temos de ter coragem de enfrentar. Nós já tivemos outras campanhas rasas contra nós, e tivemos coragem de enfrentar. Tanto que ganhamos a eleição. Nós temos de dar resultado. Essa história de ‘bandido bom é bandido morto’: primeiro que não existe bandido bom. O bandido tem de estar preso, tem de ter processo judicial, e tem de ter ocupação territorial das forças de segurança, tem que ter ocupação com políticas públicas, e, principalmente, tem que estrangular o tráfico e o crime organizado pelo financeiro.
O governo parece colocar mais pressão no Banco Central pela redução dos juros, depois de meses de paz. O que mudou?
Primeiro, o (Roberto) Campos Neto (ex-presidente do BC, indicado pelo governo anterior) deixou uma cama de gato para o Galípolo. Ou seja, já deixou a contratação de juros mais altos por um período e um discurso para o mercado de que, se não fosse rigoroso na questão dos juros, a questão fiscal padeceria e implicaria problemas da economia brasileira. Obviamente, quando o Galípolo entrou, a gente teve condescendência. Sabíamos que tinha duas contratações para o Copom aumentar os juros. Achávamos que, ao termos indicadores econômicos que são positivos, o Banco Central começaria a ter cortes na taxa de juros, porque nada justifica os juros de quase 10% real. É um absurdo, não tem paralelo no mundo. Mas, infelizmente, não está sendo essa a postura do Banco Central. Eu acho que estão mais realistas do que o rei. E aí, a gente tem de debater, sim. É uma instituição independente, então, tem de fazer pressão. Não pode deixar só o mercado pressionar. Por que só o mercado pressiona o Banco Central a subir a taxa de juros?

A sra. se sente frustrada com a gestão do Galípolo?
Na realidade, fico um pouco... não diria que frustrada. Qual seria a palavra? Ele deixou de... Como é que é? Quando a pessoa deixa de alguma coisa? Não é oportunidade. É uma outra palavra que eu estava aqui na cabeça.
Mas a sra. esperava um compromisso da parte dele?
Com os indicadores da economia, nada mais. Não com a minha opinião. Você tem o Brasil crescendo, você está com geração de emprego, você tem inflação sob controle. Ela não está no centro da meta, mas meta de 3% também é bem apertada. Então você já tem uma inflação que está mostrando que vai cair para baixo da banda superior. Para que continuar com uma política monetária tão restritiva? Isso tem impacto na nossa indústria, no crédito, no crescimento do País. Para que isso? Nós estamos nos autopunindo? É só para entender. Então, eu acho que deixou a desejar, entendeu? O Galípolo. Deixou a desejar. É isso, nesse quesito, de não considerar os indicadores econômicos.
O Galípolo conversou recentemente com a sra., com o presidente Lula, sobre isso?
Comigo, não. Não sei também se ele conversou com o presidente.
A sra. está contente com o balanço do governo a um ano da eleição?
Eu estou contente, sim. O governo está num rumo correto das coisas. Primeiro, eu acho muito importante a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e da oneração do andar de cima. Começamos a buscar a justiça tributária. Tem muitas coisas que foram feitas pelo governo para reduzir a pobreza, mas, se não mexermos na estrutura tributária do País, a gente não vai melhorar a renda da maioria da população a contento. O resgate da bandeira brasileira, da defesa da soberania, o posicionamento correto do presidente em relação às ameaças dos Estados Unidos também foi muito importante. Todos os programas que a gente fez desde 2003 foram praticamente recuperados. Estamos com a inflação sob controle, os preços dos alimentos estão caindo. A gente tem um crescimento econômico bem sustentável. Desemprego, uma das taxas mais baixas. Acredito que a gente vai terminar o ano de forma positiva.
Se você quiser brigar com todo mundo ao mesmo tempo, você não consegue ganhar guerra. Acho que a gente tem de ver quais são as prioridades na reforma administrativa. Para mim, são os altos salários, os fura-teto, os penduricalhos que têm em todos os Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário
A sra. vê espaço para discussão da reforma administrativa até o ano que vem ou acredita ser difícil por causa das eleições?
Eu acho que é mais difícil o Congresso fazer uma discussão como essa. A proposta foi apresentada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Tem coisas com que concordamos, outras de que discordamos. Ele utilizou uma PEC para ser um instrumento, inclusive com vários temas que não necessitariam de PEC. Isso é um dificultador do debate da aprovação, já que exige o quórum qualificado (uma PEC demanda 2/3 dos votos no Congresso, enquanto os projetos de lei precisam de maioria simples). A Casa tem muita sensibilidade com a opinião pública e com os servidores, que são muito organizados. Há uma predisposição contrária dos servidores em relação à reforma, embora tenha pontos muito importantes. A questão dos supersalários que está lá é um debate que eu acho que nós temos de fazer.
A PEC ainda não foi sequer despachada pelo presidente da Câmara. A sra. acha que a PEC deve ser enviada para a Comissão de Constituição e Justiça e depois submetida a uma comissão especial ou já poderia ser apensada a outra e ser discutida direto no plenário?
Minha opinião sobre o processo legislativo é que ela tem que cumprir as fases. Ir para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), ter comissão especial e para o plenário. Eu não conversei com o presidente Hugo ainda, mas ouvi dizer que pode ser que apensem essa PEC a uma outra que já esteja pronta para o plenário. Eu acho o tema muito pesado e cria dificuldade na Casa, independente de posição. No Centrão, no nosso campo, todo mundo tem uma influência de serviço público de alguma maneira. Acho muito difícil aprovar sem negociar.
Há possibilidade de o governo atuar para fatiar algum desses temas para votar em separado, para pelo menos em algum ponto avançar, como no caso dos supersalários que a sra. mencionou?
Gleisi: Nós temos de conversar. Não conversei com Hugo sobre o processo ainda. Passamos por outras propostas prioritárias para nós e acabamos não conversando. No início desta semana, a gente conversa com ele a respeito. Pode ser uma alternativa.
Como o governo vai se posicionar nesse debate?
Tem pontos que a gente apoia, tem pontos que nós não apoiamos. Vamos ter de fazer a discussão.
A melhor saída para a reforma administrativa avançar seria fatiando a proposta?
É, porque acho que, se você quiser brigar com todo mundo ao mesmo tempo, você não consegue ganhar guerra. Acho que a gente tem de ver quais são as prioridades que a gente tem para enfrentar nessa questão da reforma administrativa. Para mim, são os altos salários, os fura-teto, os penduricalhos que têm em todos os Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário.
A sra. chegou a falar com o Pedro Paulo?
Não, quem está fazendo essa conversa é a ministra Esther (Dweck, da Gestão). Ainda não subiu para o campo da negociação política.
Há alguma orientação do Palácio sobre deixar caducar a MP do Brasil Soberano por causa da negociação que está acontecendo nos Estados Unidos?
Não tem nenhuma orientação. A gente continua na discussão no Congresso. Talvez até para fazer a fusão entre o projeto de lei complementar do Jaques (Wagner) e a MP. Então, continuamos assim. Não teve nenhuma orientação, por exemplo, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Ministério das Relações Exteriores, da própria Presidência, de dizer: pode deixar (caducar). Pode ser até que tenha, dependendo do desenvolvimento das negociações com o presidente dos Estados Unidos. Mas, por enquanto, não tivemos nenhuma orientação nesse sentido.
Quando o parlamentar vota contra, não tenho por que soltar as emendas que não são obrigatórias. Quando a gente sofreu a derrota na MP, a gente não liberou as emendas
E como está a relação com o Congresso?
Tirando pela votação de ontem (aprovação do projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil na quarta-feira, 5, pelo Senado, seguindo para sanção), eu diria excelente. Conseguimos aprovar um dos projetos mais importantes para o governo, se não o mais importante, de maneira consensual. Não tivemos um voto contra.
E a aprovação do projeto com medidas de corte de gastos depois da derrota da MP 1.303, a alternativa ao IOF, também é um indicativo?
Também dá um indicativo do restabelecimento dessa relação com o Congresso. Não podemos ter grandes expectativas, porque a correlação de forças lá é muito difícil para nós. Mas eu acho que, nas matérias essenciais, a gente conseguiu ter uma boa relação. O Congresso não nos faltou.
No início de outubro, o governo teve uma derrota com a MP 1.303. Desde então, começou a fazer uma reorganização da base de apoio no Congresso e a sra. foi quem tocou esse processo. Como está essa reorganização? Existe um balanço dos cargos?
Deixamos claro para os líderes, Hugo (Motta) e Davi (Alcolumbre) que era importante que a gente tivesse uma base que votasse com o governo. Não tem justificativa o parlamentar indicar alguém e votar contra o governo. É contraditório. Nós identificamos quem estava votando contra principalmente na MP 1.303 e cruzamos com os cargos indicados e retiramos todos os cargos. Agora, estamos conversando de novo com os líderes. Tem ponderação dizendo que o parlamentar quer voltar para a base. Não vamos ser radicais, vamos dar uma segunda chance. O que nós estamos falando de maneira clara é que quem tiver cargo tem que votar favorável. Só vai ter cargo quem votar com o governo. Se só 30 e poucos deputados de um partido votam com o governo, serão esses os deputados a indicar aos cargos. Se o deputado que votou contra quiser rever sua posição e continuar indicando os cargos, não temos problema em fazer acordo.
Tem algum balanço numérico de quantos cargos já foram retirados?
Ainda não. Estamos fechando. É uma coisa complexa, entre você tirar, recompor, ver quem eles vão indicar.
Todos os deputados que votaram contra a MP tiveram seus indicados retirados ou o governo levou em consideração se o deputado vota sempre com o governo, mas votou contra apenas na MP?
Aquela medida era um marco para nós, pela importância que ela tinha. Nós identificamos os cargos e demos a ordem para que os ministérios retirassem. Alguns cargos nem chegaram a ser demitidos, porque um ministro, um líder ou o próprio deputado nos procurou. Mas a maioria foi.
Um levantamento do ‘Estadão/Broadcast’ mostra que 92 deputados ‘viraram voto’ da MP 1.303 para o projeto de lei com medidas de corte de gastos. O que foi mais importante para poder virar os votos nessa votação do texto das receitas?
Foi um conjunto de coisas. A primeira foi a decisão de reorganizar a base, feita com o presidente Hugo e os líderes. Essa matéria que foi votada para recompor a receita também foi parâmetro. E, é claro, a questão das emendas. Quando o parlamentar vota contra, não tenho por que soltar as emendas que não são obrigatórias. Quando a gente sofreu a derrota na MP, a gente não liberou as emendas. Depois nós conversamos com Hugo e com os líderes e dissemos: ‘Vamos recompor e votar as matérias que precisamos? Então ok, agora vamos liberar essas emendas’.
A aceleração da execução das emendas fez parte de um processo natural, que estava atrasado, ou houve uma operação específica com as emendas para essa votação?
As duas coisas. As emendas obrigatórias sofreram com o fluxo natural, porque nós tivemos atraso na votação do Orçamento e isso teve implicações na execução. A determinação do Supremo Tribunal Federal para a execução das emendas também tornou o processo mais demorado e burocrático. Nas emendas de comissão, que não são obrigatórias, teve também esse atraso. Mas, também, logo depois que a MP 1.303 caiu, eu segurei (as emendas). Isso daqui, já que não é obrigatório, nós vamos ter que conversar direitinho com o Congresso. Se os deputados quiserem receber, vão ter que dar sustentação ao governo nas matérias que achamos importantes.
Essa operação continua para as próximas votações relacionadas à reposição de receitas?
Espero que não precisemos fazer uma negociação assim a cada votação. Acho que conseguimos ter uma harmonia para reconduzir a base de forma organizada para as matérias que o governo considerar prioritárias. Mas, obviamente, se tivermos derrotas em temas prioritários, vamos analisar exatamente a execução dessas emendas e dos cargos.
As emendas de comissão já foram liberadas depois da votação da semana passada?
Sim, as que estavam aptas para executar foram liberadas.
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Sobre os temas da MP 1303, ainda falta outra parte, em relação às receitas. Como está a discussão sobre isso no governo? Vão enviar um novo projeto?
Sou a favor de que enviemos um projeto taxando as bets, as fintechs, Juros sobre o Capital Próprio (JCP). Além de ter uma receita importante, também é questão de justiça tributária. Bets ganham muito dinheiro, não tem justificativa ter só 12% de tributação. Eu sou contra bets, acho que deveria acabar, mas como essa é uma realidade, eu defendo que a gente eleve a tributação. De fintechs, também defendo que eleve para a mesma tributação da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) dos bancos. É um banco, tem orelhinha de banco, focinho de banco, rabinho de banco, e não paga como banco? Tem que pagar. E JCP é um jabuti que só existe aqui. Nós tínhamos que ter acabado com isso, mas já que não acaba, aumenta a tributação. Estamos esperando o presidente Lula voltar (de Belém), porque tem uma decisão política no envio da proposta. Sei que o Ministério da Fazenda tem mais resistência, acha que isso talvez não seja tão necessário do ponto de vista arrecadatório. Eu acho que é necessário, não só para arrecadação, mas do ponto de vista político. O Senado está discutindo um projeto nessas bases, praticamente recompõe a MP nesses aspectos, e é relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). Temos muita simpatia por ele. Acho importante ele tramitar, independente de a gente mandar um projeto nosso também.
A sra. acredita que o governo deveria mandar o projeto ainda neste?
Por mim, mandaria, mas não sou eu que decido. Tem que fazer uma reunião com o presidente, chamar a Fazenda e todos os ministérios.
O governo também desistiu do debate sobre LCI e LCA?
Sim, porque fez um acordo com a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária). Isso não volta nesse curto prazo.
O projeto no Senado não tem aumento da JCP, certo?
Não tinha. Ontem falei com eles (senadores) que achava que era importante colocar. Acho que vai colocar.
A sra. acredita que o Orçamento de 2026 será aprovado neste ano?
Acho que sim. Até porque, se não aprovar, vamos ter um problema para executar ano que vem, inclusive as emendas. Não tem como executar emenda parlamentar sem o Orçamento. Tem muitos programas do Executivo que não temos como executar.
Há um debate na Lei de Diretrizes Orçamentárias sobre estabelecer um cronograma para o pagamento de emendas, ainda no primeiro semestre. A sra. é favorável?
Não, isso é inconstitucional. Não tem como fazer um calendário. O que estamos dispostos a fazer é um acordo de agilizar a antecipação de emendas. Ou seja, fazer um calendário não formal, apresentar ao Congresso. Aprovando o Orçamento em dezembro, podemos apresentar ainda em janeiro um cronograma de execução.






