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Greve dos pilotos e comissários chega ao quarto dia; trabalhadores analisam nova proposta

Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) reivindica melhores salários e maior respeito a períodos de folgas

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Por Redação
Atualização:

A greve dos pilotos e comissários chegou ao quarto dia com paralisações que impactaram voos em alguns dos principais aeroportos do País na manhã desta quinta-feira, 22. O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) vota até a meia noite a nova proposta apresentada aos aeronautas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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A proposta prevê 100% INPC (5,97%) nos salários + 1% de aumento real, a incidir também nas diárias nacionais, piso salarial, seguro, multa por descumprimento da Convenção e vale alimentação. Para o teto de recebimento, reajuste de 100% do INPC (5,97%), menos 2,74%. O resultado da votação será anunciado à 0h30 de sexta-feira, 23. Caso os aeronautas aceitem a proposta, a greve será encerrada. Caso contrário, a greve segue para o seu quinto dia.

Parte dos tripulantes cruzam os braços por duas horas diariamente desde segunda-feira, sempre das 6h às 8h, para reivindicar aumento real dos salários e melhores condições de descanso.

Por volta das 17h, os painéis de voos dos nove aeroportos onde estavam previstas manifestações mostravam que havia voos atrasados em Brasília (1 voo), Belo Horizonte (2 voos), Guarulhos (São Paulo; 1 voo), Rio-Galeão (2 voos) e Porto Alegre (2 voos), além de três voos cancelados em Viracopos (Campinas-SP)

Por conta da greve, a orientação dos aeroportos é que os passageiros entrem em contato com as companhias áreas para confirmar o status dos voos.

A Infraero informou que foram registrados 9 voos atrasados e 7 voos cancelados em Congonhas durante a manhã, além de 14 voos atrasados e 4 voos cancelados em Santos Dumont. A estatal ressalta que nem todos têm relação com a paralisação dos aeronautas.

A GRU Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos, afirmou que, devido à paralisação dos aeronautas nesta manhã, dois voos operaram com atraso e nenhum foi cancelado.

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O Aeroporto de Brasília divulgou que, das 6h às 12h, foram registrados 28 voos atrasados e nenhum cancelado.

O BH Airport, que administra o Aeroporto de Confins, disse que, por volta das 10h30, as operações estavam normalizadas. Mais cedo, o aeroporto registrou quatro voos atrasados.

O Rio-Galeão informou que, por conta da greve, o aeroporto registrou dois voos atrasados de manhã e que a situação já estava normalizada por volta das 10h15.

O Aeroporto Viracopos afirmou que não houve impacto da greve nas operações nesta quinta-feira, havendo registro de um voo atrasado e 2 cancelados somente por motivos operacionais durante a manhã.

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A Fraport Brasil, que administra o aeroporto de Fortaleza, disse que foram registrados cinco voos atrasados devido à greve, sem cancelamentos. A administradora também é responsável pelo Aeroporto de Porto Alegre, mas não divulgou dados sobre o impacto da greve no aeroporto.

Proposta anterior

No último fim de semana, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou uma proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da aviação regular, que previa reposição de 100% da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,5%. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) aceitou a proposta, mas o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que pede aumento real de 5%, a rejeitou, optando pela greve.

Aeronautas realizam paralisações desde segunda-feira; eles pedem aumento real dos salários e melhores condições de descanso.  Foto: Felipe Rau/Estadão

O SNA aponta que o movimento ocorre “tendo em vista os altos preços das passagens aéreas que têm gerado crescentes lucros para as empresas”. Por determinação do TST, a greve pode atingir somente 10% dos funcionários das empresas. O sindicato afirma que a determinação está sendo cumprida e o movimento ocorre dentro da legalidade.

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Em nota divulgada na última terça-feira, 20, o SNEA afirma que o preço das passagens aéreas foi fortemente impactado por conta da pandemia e que houve aumento dos custos para as companhias - as quais, segundo o sindicato patronal, acumulam prejuízo.

“O SNEA enfatiza que as empresas aéreas têm colaborado com a negociação e buscado soluções para garantir o pleno atendimento de todos os seus clientes, especialmente neste período de alta temporada”, conclui a nota.

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