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Moody’s: Brasil atingirá meta fiscal em 2025, mas precisará fazer mais para conter dívida

Para a agência de classificação de risco, rigidez dos gastos e alta dos pagamentos de juros limitam as perspectivas de grandes cortes de despesas no curto prazo

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O governo brasileiro vai atingir a meta fiscal neste ano e no próximo, mas precisará adotar mais medidas para conter a expansão da dívida pública, cujo crescimento deve acelerar diante do aumento nas taxas de juros e da maior participação de títulos com juro flutuante na dívida pública. A avaliação é da agência de classificação de risco Moody’s.

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“Mantemos nossa estimativa para o déficit primário em 0,2% do PIB em 2025, e de um equilíbrio em 2026, em linha com a banda superior da meta. No entanto, o déficit fiscal continua alto, em torno de 8% neste ano”, disse a agência em um relatório.

“A rigidez dos gastos e a alta dos pagamentos de juros limitam as perspectivas de grandes cortes de despesas no curto prazo. Reformas adicionais para lidar com aumentos dos gastos obrigatórios são necessárias para compensar o impacto da alta dos custos dos empréstimos sobre o bônus da dívida e apoiar a credibilidade da política fiscal”, acrescentou.

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Para Moody's, reformas são necessárias para compensar o impacto da alta dos custos dos empréstimos Foto: Wilton Junior/Estadão

Nas contas da Moody’s, as despesas do governo com juros devem aumentar de aproximadamente R$ 800 bilhões em 2024 para perto de R$ 995 bilhões em 2025. “Os índices de juros em relação ao PIB atingirão cerca de 7,2% e 8,0%, em 2024 e 2025, respectivamente; o nível de 2025 seria o mais alto desde 2015″, disse a agência.

Diante disso, a Moody’s passou a esperar aumento da relação entre a dívida e o PIB a 88% no médio prazo. Em outubro do ano passado, a estimativa era menor, de 82%. “A relação juros/receita em 2025 deverá atingir um pico de 21%, acima de nossa provisão anterior de cerca de 15%.”

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