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RIO – O diretor de comunicação corporativa da Nissan, Rogério Louro, defendeu nesta quinta-feira, 25, durante o Energy Summit, no Rio de Janeiro, que a eletrificação dos automóveis é um “caminho natural” em todo o mundo, e que a nacionalização dos carros eletrificados é uma tendência para os próximos anos.
De acordo com Louro, a montadora japonesa acredita que “o cliente tem de ter poder de escolha”: seja por um carro 100% elétrico, seja híbrido ou a combustão. No entanto, ele reconheceu que a eletrificação dos automóveis é uma tendência global para as montadoras.

“É natural que o mundo todo siga em direção à eletrificação. Nós, na Nissan, acreditamos que o cliente deve ter o poder de escolha. Temos de oferecer todas as opções. Podemos ter uma prateleira global em que cada país, dependendo do seu momento de mercado e da demanda dos seus consumidores, possa escolher de acordo com a sua produção”, afirmou durante o painel “Carro elétrico no Brasil: o que é oportunidade real e o que é hype?”.
Mediado pela editora do Jornal do Carro, Giovanna Riato, o painel discutiu o atual cenário e os desafios da produção em escala dos veículos eletrificados. Giovanna destacou que a venda de carros elétricos e híbridos já representa 17% do mercado brasileiro. Um dos pontos levantados foi a durabilidade das baterias, além do descarte e da reciclagem do material.
Sem preocupação quanto à bateria
Para o especialista no segmento automotivo Cássio Pagliarini, representante da Bright Consulting, apenas 5% da autonomia dos veículos será perdida ao longo de 10 anos, e as empresas estão investindo no reparo dos materiais para garantir uma maior durabilidade.

“No início das vendas dos veículos elétricos aqui no Brasil, existia uma grande preocupação sobre a durabilidade, a qualidade e a segurança das baterias, bem como sobre a sua capacidade de armazenar energia. Com esses anos de frota circulando no país, os veículos em rodagem foram estudados e descobrimos que apenas 5% da autonomia será perdida ao longo de 10 anos. Ou seja, a bateria vai permanecer com 95% de sua capacidade, o que significa a autonomia do veículo, após uma década. E há uma nova notícia: a própria indústria consegue hoje reparar as baterias e devolvê-las a uma autonomia quase integral, semelhante à de um veículo novo. Portanto, não existe nenhuma preocupação com os veículos quanto à bateria. O que existia no passado hoje é uma falácia”, afirmou.
Pagliarini destacou ainda que a previsão é de que a frota eletrificada aumente a demanda de energia elétrica no Brasil em apenas 2,5% a 3% até o ano de 2030.
“Hoje temos excesso de geração de energia. O único problema que enfrentamos em determinados locais é a distribuição”, disse.
A tendência de nacionalizar a produção de carros elétricos
A nacionalização da produção de veículos eletrificados foi outra tendência levantada pelos debatedores. A Guangzhou Automobile Group Co (GAC) anunciou a montagem local de veículos em Catalão (GO).
O projeto prevê a transição tecnológica e o desenvolvimento do ambiente regional, com início de produção programado entre o primeiro e o segundo trimestre de 2027. A operação incluirá pintura, montagem completa e o uso de peças com conteúdo local combinadas a componentes importados.
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O diretor de marketing e comunicação da GAC, Luis Fernando Guidorzi, afirmou que a empresa terá um “produto adaptado ao mercado brasileiro”.
“Teremos peças de conteúdo local e também montaremos componentes importados. A pintura e toda a montagem serão feitas em Catalão, visando desenvolver o ambiente e a tecnologia locais, realizando também essa transição tecnológica. Obviamente, a empresa terá um produto adaptado para o público e o mercado brasileiro. Mais do que apenas trazer os carros, nós literalmente produziremos em Catalão para poder atender às demandas e estar conectados com toda a cadeia nacional”, afirmou.




