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WASHINGTON — Um tribunal de apelação decidiu nesta segunda-feira, 15, que Lisa Cook pode permanecer como diretora do Federal Reserve (o Banco Central americano), rejeitando os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para destituí-la pouco antes de uma votação importante sobre as taxas de juros.
Espera-se que o governo Trump recorra rapidamente à Suprema Corte em uma última tentativa de destituir Cook antes da reunião do Fed.
O processo movido por Cook para bloquear permanentemente sua demissão ainda precisa passar pelos tribunais.

A campanha da Casa Branca para destituí-la marca uma tentativa sem precedentes de reformular o conselho administrativo de sete membros do Fed, que foi projetado para ser amplamente independente da política cotidiana.
Nenhum presidente demitiu um diretor do Fed em exercício nos 112 anos de história da agência. A decisão vem pouco antes do comitê de definição de taxas de juros do Fed iniciar uma reunião de dois dias nesta terça-feira, 16.
Nesta segunda, os republicanos do Senado confirmaram Stephen Miran, indicado por Trump, para uma vaga no conselho do Fed. Trump tentou demitir Cook em 25 de agosto, mas uma juíza federal decidiu na semana passada que a demissão era ilegal e a reintegrou ao conselho da autoridade monetária.
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Bill Pulte, nomeado por Trump, acusou Cook de fraude hipotecária porque ela parece ter declarado duas propriedades como “residências principais” em julho de 2021, antes de ingressar no conselho. Tais declarações podem levar a uma taxa hipotecária mais baixa e um pagamento inicial menor do que se uma delas fosse declarada como imóvel para aluguel ou segunda residência.
Cook negou as acusações. O caso ameaça minar a independência política de longa data do Fed. Os economistas preferem Bancos Centrais independentes porque eles podem tomar medidas impopulares, como aumentar as taxas de juros para combater a inflação, com mais facilidade do que os políticos eleitos./AP





