'O Vietnã, que é comunista, conseguiu negociar com Trump; por que o Brasil não consegue?'
Ex-embaixador do Brasil em Washington reforça necessidade manter contato com governo dos EUA em busca de acordos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 27, que a União Europeia tem de se abrir para o mercado americano para um possível acordo em relação à promessa de tarifa de 30% sobre as exportações vindas do bloco.
As novas taxas passam a valer na sexta-feira, 1º. O líder americano reafirmou que não vai adiar esse prazo - o que afeta também o Brasil, que teve suas exportações taxadas em 50%.
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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen disse que há “50% de chance” de fechar acordo sobre as taxas, assim como Trump já havia sinalizado na sexta-feira, 25. Os dois estão reunidos para uma negociação na Escócia.

Em aceno a Trump, Ursula reconheceu a necessidade de ajustar as relações. “Precisamos rebalancear. A União Europeia é superavitária”, afirmou.
O americano, que disse não estar “de bom humor” neste domingo, reclamou de injustiça. “Não vendemos carros ou produtos do agronegócio para a Europa. Eles vendem milhões de automóveis para os Estados Unidos, criticou.
Trump sugeriu ainda que os produtos farmacêuticos serão tratados separadamente nesta negociação. Isso seria um grande golpe para a Europa, que esperava limitar a tarifa sobre medicamentos, sua principal exportação para os Estados Unidos. “Os produtos farmacêuticos são muito especiais”, disse o americano.
O secretário de Comércio dos Estados, Howard Lutnick, voou para a Escócia no sábado, 26, para participar das conversas. Em entrevista ao “Fox News Sunday” neste de de semana, ele já havia dito que a UE precisava abrir seus mercados para mais exportações dos Estados Unidos para convencer Trump a reduzir a ameaça de 30%.
Segundo o chefe da Casa Branca, se for fechado esse será o “maior acordo de todos”. A União Europeia tem 28 Estados como membros. Trump destacou o esforço feito para o consenso com o Japão, na semana passada, quando foram negociadas taxas recíprocas de 15%. /COM AGÊNCIAS e THE NEW YORK TIMES





