Yuan deve se fortalecer devagar, diz presidente do BC chinês

Previsão deve se concretizar se o país manter o ritmo de desenvolvimento e a inflação permanecer baixa

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Por Filipe Domingues e da Agência Estado
Atualização:

O presidente do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país), Zhou Xiaochuan, afirmou neste domingo esperar que a moeda chinesa, o yuan, possa se fortalecer ao longo do tempo se o desenvolvimento econômico do país mantiver ritmo e a inflação ficar relativamente baixa.

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Ele acrescentou, no entanto, que a China e os países desenvolvidos têm visões diferentes sobre a velocidade na qual a mudança de valor da taxa de câmbio pode ser usada para corrigir problemas econômicos. Zhou reiterou comentários anteriores feitos por outras autoridades chinesas, comentando que a China está optando por uma abordagem gradual, para alcançar o objetivo de crescimento equilibrado.

"Algumas pessoas podem estar apressadas demais para dizer que precisamos de uma apreciação imediata e ampla" do yuan, disse Zhou, durante o encontro anual do Instituto Internacional de Finanças, realizado paralelamente aos encontros anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

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Respondendo a uma pergunta sobre o interesse da China ao comprar títulos da Grécia, Zhou comentou que as expressivas reservas internacionais da China significam que o país consegue investir em ativos "mais arriscados e de maior rendimento". "Basicamente, temos forte confiança na zona do euro e em todo país da zona do euro", garantiu o presidente do PBOC. Ele explicou que o grupo de gerenciamento das reservas chinesas do PBOC pode ter uma avaliação da dívida europeia diferente daquela das agências de rating e traders do setor privado.

Além disso, Zhou disse que a China deve diversificar suas reservas internacionais para ativos de países menores e economias emergentes, uma posição que Pequim deixou clara anteriormente. Ele não especificou em que países a China pode investir mais, mas enfatizou a confiança na zona do euro.

A autoridade comentou, ainda, que os Estados Unidos precisam de um plano de médio prazo "muito confiável" para reduzir seu déficit. As informações são da Dow Jones.

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