Ibovespa hoje busca reação após 8 quedas seguidas, com petróleo e Ormuz no radar

Bolsa acumula perda de 6,1% e chega ao menor nível desde janeiro; PNAD e varejo dos EUA completam a agenda

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Segundo semestre vai começar com menos otimismo no mercado

Crédito: Luiza Lanza

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

O Ibovespa deve reagir às vendas no varejo dos EUA e aos dados do mercado de trabalho brasileiro. A inflação americana aliviou a pressão sobre os juros, mas surpresas nas vendas podem impactar mercados globais. No Brasil, a PNAD Contínua é destaque, enquanto tensões no Oriente Médio afetam o petróleo. Na quinta, o Ibovespa caiu 0,23%, acumulando oito quedas seguidas. O dólar subiu 0,25%, a R$ 5,193. Bruno Perri, da Forum Investimentos, vê potencial para compras de pechinchas na bolsa.

O Ibovespa hoje tenta interromper nesta sexta-feira (14) uma sequência de oito quedas consecutivas, período em que acumulou perda de 6,12% e voltou ao menor nível desde janeiro. Sem grandes indicadores capazes de dominar os negócios, o mercado deve continuar atento ao petróleo e às tensões no Estreito de Ormuz, além de acompanhar novos dados de atividade no Brasil e nos Estados Unidos.

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No Brasil, a PNAD Contínua traz novos números do mercado de trabalho, enquanto, no exterior, as vendas do varejo americano de julho podem mexer com as expectativas para os juros do Federal Reserve (Fed).

“O comportamento do Ibovespa deve continuar dependendo principalmente do cenário externo e do fluxo de investidores no mercado local. Apesar da sequência de quedas, a bolsa voltou a ficar barata, enquanto os juros seguem em trajetória de queda”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.

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No exterior, o mercado também deve acompanhar os sinais sobre a economia americana após os dados recentes de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e o Índice de Preços ao Produtor (PPI) mantiveram as apostas de manutenção dos juros pelo Fed, o banco central norte-americano, em setembro. Nesse cenário, uma eventual surpresa nas vendas do varejo pode alterar a percepção sobre a força da economia dos EUA e, consequentemente, mexer com juros, dólar e bolsas globais.

A agenda internacional também inclui a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro do segundo trimestre, além da balança comercial do bloco. Nos Estados Unidos, a Universidade de Michigan divulga o índice preliminar de sentimento do consumidor de agosto e as expectativas de inflação em um e cinco anos.

No Brasil, o destaque fica com a PNAD Contínua, que deve mostrar novos sinais sobre a situação do mercado de trabalho e a atividade econômica, em um momento em que os investidores avaliam os efeitos da sinalização mais conservadora do Comitê de Política Monetária (Copom).

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O mercado também deve continuar atento às tensões no Oriente Médio e ao Estreito de Ormuz, que seguem como fonte de volatilidade para o petróleo. A commodity recuou na quinta-feira (13) após cinco sessões de alta, mas novas notícias sobre o conflito podem voltar a pressionar as cotações e afetar ações de empresas ligadas ao setor, além das expectativas de inflação.

Após oito pregões de queda, Ibovespa entra no radar dos investidores em meio à saída de estrangeiros e à temporada de balanços. Foto: Adobe Stock

O que movimentou o Ibovespa nesta quinta-feira (13)

Na última sessão, o Ibovespa fechou em queda de 0,23%, aos 167.100,95 pontos, registrando a oitava baixa consecutiva e acumulando perda de 6,12% no período. O índice terminou no menor nível desde 20 de janeiro. No câmbio, o dólar avançou 0,25%, a R$ 5,193 na venda, maior valor de fechamento desde 2 de julho.

A pressão sobre a Bolsa ocorreu em meio à saída de recursos estrangeiros, ao ambiente doméstico de maior risco e à temporada de balanços. Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, sequências de oito quedas do Ibovespa ocorreram em apenas sete ocasiões desde janeiro de 2000, incluindo a atual.

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“Acredito que essa tendência negativa pode prevalecer amanhã na bolsa. Por outro lado, começamos a ter uma bolsa bastante descontada, que pode destravar um movimento de compra de pechinchas”, afirma Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.

Fernando Bresciani acrescenta, afirmando que a saída recente de estrangeiros pode estar ligada principalmente ao ambiente externo. “A alta do petróleo dificulta uma desinflação mais forte nos Estados Unidos, reduz o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve e mantém as Treasuries em níveis elevados, tornando o cenário menos favorável para o fluxo em direção a mercados como o brasileiro.”

No Brasil, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) mostrou que as vendas do varejo restrito cresceram 0,5% em junho, acima da mediana de 0,2% das projeções. Apesar da surpresa positiva, o resultado reforçou a percepção de moderação da atividade no segundo trimestre.

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No mercado internacional, o petróleo, que vinha de cinco sessões consecutivas de alta diante das incertezas sobre o Estreito de Ormuz, devolveu parte dos ganhos após uma alta inesperada nos estoques americanos. O Brent para outubro caiu 2,15%, a US$ 87,07, enquanto o WTI para setembro recuou 2,43%, a US$ 81,25. Apesar da queda da commodity, as tensões no Oriente Médio continuam no radar, especialmente diante das incertezas sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz.

Os investidores repercutiram o PPI dos Estados Unidos, que ficou estável em julho ante junho, enquanto o núcleo avançou conforme as expectativas. O resultado, somado ao CPI divulgado na quarta-feira (12), ajudou a reduzir a pressão sobre os juros americanos e deu algum alívio aos mercados. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego, porém, subiram para 209 mil, acima da previsão de 205 mil. Em Nova York, o Dow Jones avançou 0,13%, o S&P 500 ganhou 0,65% e o Nasdaq subiu 0,81%.

A seguir, confira a agenda desta sexta-feira (14):

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