O Santander anunciou os termos da OPA para adquirir ações de minoritários do Santander Brasil, oferecendo 0,2028 BDR ou ADS por ação e 0,4056 por unit. A operação, prevista para 2027, visa simplificar a estrutura societária e integrar o negócio brasileiro à plataforma global. A oferta, sem adesão mínima, pode aumentar a participação do Santander no Brasil, mas reduzir o free float. A transação depende de aprovações regulatórias e corporativas, sem expectativa de economias de custos materiais.

O Santander detalhou nesta sexta-feira (14) como funcionará a oferta para ampliar sua participação no Santander Brasil (SANB11). Pela proposta, os acionistas minoritários poderão trocar cada unit do banco brasileiro por 0,4056 BDR ou ADS do grupo espanhol, relação que, pelas cotações de 12 de agosto, equivale a cerca de R$ 31,21 por SANB11.
A oferta foi anunciada no fim de julho com prêmio inicial de 15% sobre a cotação da unit. Com a valorização posterior dos papéis do Santander usados na troca, o valor equivalente passou a representar um prêmio de 23,6% em relação aos R$ 25,25 pelos quais SANB11 fechou em 30 de julho.
Para cada ação ordinária ou preferencial do Santander Brasil, a oferta prevê 0,2028 Brazilian Depositary Receipt (BDR) ou American Depositary Share (ADS). A expectativa é de que a operação seja concluída no primeiro semestre de 2027.
A relação de troca foi definida com um prêmio inicial de 15% sobre o preço de fechamento da unit do Santander Brasil em 30 de julho, de R$ 25,25, resultando em um valor de referência de R$ 29,04 por unit.
Considerando, porém, a cotação do Santander em 12 de agosto, a relação passou a representar cerca de R$ 31,21 por unit - valor 23,6% superior ao preço do Santander Brasil no dia do anúncio.
Segundo o Santander, a operação não representa uma mudança em sua estratégia para o Brasil. O grupo já detém cerca de 90% do Santander Brasil e afirma que a transação tem como objetivo simplificar a estrutura societária e ampliar a integração do negócio brasileiro à plataforma global.
O banco também avalia que a oferta “deve ser neutra” para o índice de capital CET1 e, segundo estimativas baseadas no consenso de mercado, pode gerar impacto positivo de 0,5% no lucro por ação e de 0,6% no valor patrimonial tangível por ação a partir de 2028.
A oferta não está condicionada a um nível mínimo de adesão. Dessa forma, a participação do Santander no capital do banco brasileiro poderá aumentar mesmo que o grupo não adquira toda a fatia atualmente detida pelos minoritários, afirma.
O Santander reconhece, contudo, que uma adesão elevada pode reduzir significativamente o free float (parcela das ações de uma empresa em livre negociação na Bolsa) e a liquidez das ações do banco no mercado brasileiro, além de afetar sua participação e elegibilidade em determinados índices.
Para o Santander, a operação permite aos acionistas minoritários trocar uma posição concentrada no mercado brasileiro por ações de um grupo financeiro global, com maior liquidez e diversificação geográfica.
O banco ressalta, porém, que não espera economias de custos materiais com a transação. A atratividade financeira, segundo a instituição, decorre principalmente da relação de valuation (valor do ativo), do aumento de sua participação no negócio brasileiro e de uma estrutura de capital considerada neutra.
O Santander reforça que a oferta ainda depende de aprovações regulatórias e corporativas, incluindo a aprovação dos acionistas do Santander para o aumento de capital necessário à emissão dos papéis que serão entregues aos acionistas do Santander Brasil.
*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast