Baratas trazem riscos para crianças e pets? Especialista responde

Locais por onde insetos transitam levam ao transporte de bactérias nocivas

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Por Nico Garófalo
Atualização:

Fãs de locais escuros e cheios de alimentos, baratas encontram em lixos, esgotos e locais sujos um bom lugar para viver e se reproduzir. A preferência por tais ambientes fazem com que o inseto se torne um possível propagador de doenças.

Segundo a bióloga e pesquisadora científica do Laboratório de Bioquímica do Instituto Butantan, Dra. Adriana Rios Lopes, “as baratas transitam por muitos lugares, como esgotos e lixo, que também são ambientes para o crescimento de microrganismos patogênicos, isto é, que causam doenças. Assim, as baratas acabam levando esses microrganismos para alimentos, por exemplo”.

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Microrganismos carregados por baratas podem adoecer pets e crianças Foto: Fleur/Adobe Stock/Divulgação

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Esses microrganismos podem ser carregados para dentro de casa, expondo crianças e pets a problemas de saúde. Além disso, as baratas também têm um organismo adaptável, o que que as tornam resistentes a repelentes tradicionais. Por isso, alguns dos métodos para afastá-las contêm químicos que também podem ser prejudiciais a outras espécies.

“Outro aspecto são os inseticidas que, em geral, também são tóxicos e requerem um cuidado especial em relação aos pets.”

Para a Dra. Adriana, a prevenção às baratas é a melhor forma de garantir com que elas não prejudiquem a saúde dos pequenos e dos mascotes. Para isso, ela aconselha limpeza, vedação e descarte apropriados dos lixos, além de bloqueios a áreas de entrada, como arestas e janelas.

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“Hoje existem algumas estratégias para o controle, como iscas em gel que causam um efeito amplo pois a barata ingere o inseticida e volta para o ninho, liberando o inseticida nas fezes e afetando outros indivíduos. Inseticidas em pó são utilizados para áreas secas, como rede elétrica. A maioria dos produtos químicos utilizados (Fipronil, Imidacloprido, Indoxacarbe) estão relacionados a afetar o sistema nervoso do inseto”, concluiu a bióloga.

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