Uma das principais lideranças do futebol nacional, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, não teme perder voz frente as demais agremiações pelo fato de o clube não ter assinado a lista de exigências enviada pelas agremiações à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A executiva alviverde é uma das principais articuladoras no debate de temas de interesse das equipes brasileiras, como por exemplo a criação de uma liga unificada.
Conforme apurado pelo Estadão, os dois únicos clubes a não subscreverem o manifesto foram o Palmeiras e o Remo, do Pará. Fontes ouvidas pela reportagem indicaram que Leila entende que Samir Xaud, virtual presidente da CBF, precisa assumir o posto antes de ser cobrado.

Na segunda-feira, clubes da Liga Brasileira de Futebol (Libra) e da Liga Forte União (LFU) publicaram uma nota oficial exigindo uma série de mudanças no futebol brasileiro. Entre elas, o apoio à criação de uma liga independente e a mudança no processo eleitoral da CBF, cujo regimento dá maior peso aos votos das federações na escolha do mandatário.
O Palmeiras está entre os dez clubes da primeira e da segunda divisões que assinaram a chapa de Samir Xaud, candidato único na eleição presidencial da CBF. Além do time alviverde, os outros signatários são Botafogo, Vasco, Grêmio, CRB, Criciúma, Amazonas, Paysandu, Remo e Volta Redonda.
Os demais apoiavam a candidatura de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF). Apesar de ter 30 clubes ao seu lado, o dirigente paulista não conseguiu registrar a candidatura porque não angariou o apoio de ao menos oito federações, conforme determina o estatuto da CBF.
Aliada de Ednaldo Rodrigues, Leila não demonstrou apoio a nenhum dos possíveis candidatos até sábado, quando anunciou apoio a Xaud. Segundo a dirigente, o presidente eleito da Federação Roraimense de Futebol era quem tinha “as melhores propostas”.
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Apesar de não temer perder lideranças diante dos demais clubes, a presidente viu a interdição da Arena Barueri pela FPF como uma represália em função de não ter apoiado Reinaldo na eleição à CBF.
Parte considerável do corpo de dirigentes da gestão de Ednaldo será mantido com Xaud, incluindo Fernando Sarney, nomeado interventor da CBF pela Justiça do Rio. A eleição está marcada para 25 de maio, próximo domingo.
Por sua vez, Ednaldo decidiu dos embargos no no Supremo Tribunal Federal (STF) para retornar ao comando da entidade. Ele foi afastado pelo Tribunal da Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) após vir à tona uma suposta fraude em uma das assinatura do acordo homologado em fevereiro com ex-dirigentes da CBF que manteve o presidente no poder.


