Gianni Infantino está enfraquecido na presidência da Fifa e as próximas semanas serão decisivas para o futuro do dirigente no comando da entidade que controla o futebol mundial. Convidado do Bate-Bola desta semana, o advogado especializado em direito desportivo e jornalista Andrei Kampff analisou o racha entre as confederações pró e contra Infantino e quais os passos políticos e jurídicos que podem ser tomados a partir de agora na disputa.
“Eu não sei se ele perdeu o controle da Fifa, mas que ele está muito mais enfraquecido do que ele estava antes da Copa, está. Hoje internamente tem uma reação a uma política do Infantino que traz uma série de questionamentos com relação à governança e à transparência dentro da Fifa”, disse Kampff.
Com as direções das confederações da Europa, da Ásia e das Américas do Norte e Central confirmando posicionamento de oposição a Infantino, pedindo sua saída após ser revelado o plano de vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo, Kampff explicou quais os passos que devem ser dados antes da eleição para o próximo mandato, marcada para março de 2027, como, por exemplo, o que é preciso para a convocação de uma assembleia extraordinária.
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“Se o voto fosse por confederação, o Infantino estava afastado. Mas o voto não é em bloco, é um por federação nacional. O voto de Cabo Verde é o mesmo dos campeões mundiais. O trabalho do Infantino é conversar com algumas federações da Uefa, da Concacaf, e convencer algumas dessas federações de que o processo de transparência na Fifa vai ser mudado, de que ele vai aperfeiçoar essa governança interna, de que ele vai criar novos mecanismos de controle”, disse Kampff.

Sobre o apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nesta semana fez declaração favorável à permanência de Infantino, Kampff acha que pode ter um efeito contrário dentro da entidade.
“O apoio do presidente Trump mais fragiliza do que ajuda o Infantino internamente. O prêmio que ele deu ao Trump no final do ano passado gerou uma irritação, mas uma irritação pequena, não suficiente para se questionar também a força dele numa reeleição. Só que agora esse caso mudou o panorama. Hoje se questiona não só as chances dele de reeleição, como até a questão de ele terminar ou não o mandato”, avaliou Kampff.
Veja a entrevista na íntegra.





