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Bastidores e negócios do mundo do esporte

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Os bastidores de como CBF monitorou lesão de Neymar e o plano de Ancelotti para utilizá-lo na Copa

Recuperado de lesão, o camisa 10 conclui fortalecimento muscular e agora terá o retorno administrado pela comissão técnica

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Foto do autor Marcel Rizzo
Foto do autor Ricardo Magatti

Neymar trabalhou em intensidade máxima nos últimos dois dias. Sem limitações após se recuperar da lesão na panturrilha, o objetivo agora da comissão técnica da seleção é dar ritmo de jogo ao atacante. Ele começará a partida contra a Escócia, nesta quarta, em Miami, no banco de reservas, mas a ideia é utilizá-lo por alguns minutos no segundo tempo. Isso, porém, dependerá do andamento do confronto.

A preocupação da comissão técnica é não expor o camisa 10 a um jogo muito “pegado”. Pelo estilo de jogo, baseado no drible e no controle da bola, Neymar se torna um alvo fácil para faltas mais duras. A decisão sobre sua utilização contra os escoceses dependerá do andamento da partida e da avaliação do vigor físico dos adversários, que também sonham com a classificação para a próxima fase.

Neymar durante treino da seleção brasileira na Copa do Mundo Foto: Werther Santana/Estadão

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Nesta segunda-feira, 22, Neymar fez seu primeiro treino com o grupo completo da seleção e seu primeiro trabalho tático sob o comando de Carlo Ancelotti. Ele nunca havia sido convocado pelo treinador, que assumiu em maio de 2025. Quando se apresentou em Teresópolis, em 27 de maio, já estava machucado.

Para Ancelotti, Neymar é uma opção para atuar mais centralizado no ataque. Ou seja, o treinador não o vê como substituto de Vini Jr. ou de Raphinha, que, lesionado, perderá pelo menos duas partidas nesta Copa. No trabalho tático desta segunda-feira, Neymar desempenhou uma função parecida com a de Matheus Cunha na equipe titular.

“O Neymar está em um nível muito alto. A qualidade dele, sem palavras. Do jeito que ele voltou, a gente vê que ele está querendo muito”, disse o atacante Gabriel Martinelli, que trabalhou ao seu lado na equipe reserva nesta segunda-feira.

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Neymar realizou um trabalho de fortalecimento muscular durante o período de recuperação na seleção. Por isso, segundo apurou o Estadão, seu prazo de retorno foi um pouco maior do que as três semanas apontadas inicialmente pelo médico Rodrigo Lasmar, no fim de maio.

Houve um trabalho intensivo na academia, com fisioterapeutas, além do monitoramento da evolução da lesão por meio de exames de imagem. Foram realizados três exames, um deles já nos Estados Unidos.

Para acelerar a recuperação, Neymar utilizou até uma tecnologia originalmente desenvolvida pela Nasa, a agência espacial americana: uma esteira anti-gravidade, que permite caminhadas e corridas com menor impacto sobre a região lesionada.

O jogador fica com a cintura presa ao equipamento, enquanto a máquina controla a carga exercida sobre as pernas. Os preparadores físicos ajustam gradualmente o peso suportado pelo corpo durante os exercícios, de acordo com a evolução da recuperação.

O planejamento é que Neymar, a partir de agora, trabalhe quase sempre com o grupo, embora possa ter um período maior de recuperação após as atividades caso atue por mais tempo nas partidas. A comissão técnica já vem controlando a carga dos principais atletas, que não participam de todos os trabalhos em campo. O mesmo deve acontecer com o camisa 10.

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