O que os torcedores do Borussia sabem sobre o Fluminense?
O futebol do Fluminense, no MetLife Stadium, foi o lance do Everaldo, no segundo tempo, contra o Borussia Dortmund. Ele recebeu mais uma jogadaça do Arias, melhor em campo, até agora um dos melhores da Copa, para invadir a área sozinho, ou quase que desde a intermediária, aos treze do segundo tempo.
Era ele, Kobel e a glória, mais do que merecida, tricolor. Mas Everaldo não teve a confiança de tentar o chute. Rolou pro lado, para Canobbio recuar para o goleiro da equipe alemã...
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Mas isso não era o espírito do Fluminense do Renato, um time que atacou desde o início e fez um primeiro tempo muito melhor que a equipe alemã. E um segundo tempo também.
Recomeçou o jogo também melhor. Era um poderio que já poderia estar um a zero. Ou mais. Mas parece que Everaldo estava travado pelo espírito de vira-lata, que o maior dos tricolores, Nelson Rodrigues, bem detectou, no espírito do futebol brasileiro, até a primeira conquista mundial, em 1958.
Parecia que Everaldo não acreditava nele, nas próprias condições, no Fluminense, no futebol carioca e no brasileiro. E quem não soubesse quem era quem, ou se achasse que havia um duelo entre brasileiros e alemães, entre europeus e sul-americanos, acharia que o time do lindo uniforme tricolor, era o da Europa. E o time amarelo é que amarelava como o futebol brasileiro, mas não na acepção canarinha, mas daquela do temor.
Se faltou mais coragem a Everaldo, não faltou futebol ao time do Brasil. Sobretudo pelo lado direito, onde Arias, o colombiano, também de camisa amarela cafeteira, deitou na primeira etapa. Onde Samuel Xavier e também Nonato faziam uma trinca muito boa. Onde, do outro lado, Canobbio corria como sempre. Thiago Silva, imperial na zaga, como sempre, dando pouquíssimas oportunidades ao Borussia, que mudou na segunda etapa para ficar igual.
Em um jogo que era todo tricolor, a primeira defesa de Fábio foi aos 20 minutos do segundo tempo, num traque longo de Sabitzer.
Até o final, o Fluminense foi bem melhor em um jogo em que a velocidade a intensidade e a entrega do time carioca foram superiores ao do time mais qualificado, com mais dinheiro e mais cancha que o brasileiro.
Em nove jogos até agora, eu vi mais diversão, entretenimento, intensidade e futebol do que nove primeiros jogos de Copas do Mundo desde 1982, na Espanha.
Claro que o final de temporada europeia desgasta mais os rivais do que, por exemplo, os já desgastados atletas brasileiros que estão no meio de temporada. Mas é dever dizer que isso também acontece em outras copas de clubes. A questão é que o tempo em que os jogadores ficam juntos num clube supera as qualidades individuais de selecionados pelos escretes nacionais.
O Fluminense merecia melhor sorte em Nova Jersey. Mas agora pode sonhar com a primeira colocação do grupo.





