Palmeiras treina na Filadélfia antes do jogo contra o Chelsea
Verdão enfrenta os ingleses na sexta-feira.
Pronto, agora já podemos falar ainda pior do futebol europeu. O Manchester City, na mais pálida temporada de Guardiola desde que chegou à Inglaterra, em 2016, foi eliminado na prorrogação pelo Al-Hilal por 4 a 3. Foi mais um grande jogo da Copa do Mundo de Clubes. Mais cedo, a Internazionale (vice-campeã da Copa da Itália, da Série A e da Europa), perdeu mais uma, e feio, para o Fluminense, e também caiu prematuramente.

No frigir das bolas: a Europa “não é mais a mesma”. Ou não foi na segunda-feira, em que um time da Arábia Saudita e outro do Brasil chegaram às quartas de final do Mundial. Do Flu já se bateu palma, e bastante, e merecidamente. Do Al-Hilal já havia comentado (e não é surpresa) para um time que gasta 60 milhões de euros no ótimo atacante brasileiro Malcolm, que paga 55 milhões de euros no português Rúben Neves. Elenco sabidamente montado e mantido para que se sonhasse um dia com o que aconteceu com o Al-Hilal contra o Manchester City, dos Emirados Árabes e, por tabela, da Inglaterra.
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O planejamento do clube mais vencedor no país e na Ásia é montar um elenco de nível de mata-mata de Champions League europeia na Arábia Saudita. O que muito bem fez ao empatar na estreia contra o Real Madrid e, agora, ao eliminar primorosamente a equipe de Guardiola. So não é melhor o futebol e o nível de investimento do Al-Hilal porque existe a limitação de estrangeiros na ex-equipe de Neymar e de Jorge Jesus, hoje muito bem dirigida pelo ex-treinador vice-campeão da Europa, duas vezes, o italiano Simone Inzaghi.
É maravilhosamente surpreendente pelo que é fascinante o futebol, o que fez o Al-Hilal. Fundado em 1957, desde 1976 disputa a liga nacional. Desde 2023 foi comprado (junto com os outros três rivais) pelo Fundo de Investimento Público saudita, que passou a controlar 75% do clube. Jogada feita para trazer ainda mais e melhores estrangeiros para a liga nacional. E abrir portas e portões para a Copa de seleções no país.
Pelo que o Tubarão (a mascote do Al-Hilal) gasta, pelo que investe e até pelo que torra em dinheiro, é um processo natural ter o elenco que tem, e o resultado que teve. E, cada vez mais, em um futebol mais globalizado, mais nivelado, muitas vezes por baixo, mas nesta Copa do Mundo, pelo alto.
Pelo alto astral da competição e pela alta intensidade de todos.
O City chega como os europeus em final de temporada. Mas o Al-Hilal também, em outras condições de enfrentamento e de tudo em relação à Europa cada vez menos distante do que os 6.448 km entre Riad e Manchester.
Qualquer palpite, chute, betada, torcida é válida na Copa. Cada vez mais. Quase qualquer jogo pode ser mais igualado entre desiguais. Como foi a derrota digna do Flamengo. Como foi a virada do Al-Hilal. Como foi irretocável a classificação do Fluminense.
Só não gosta desta Copa do Mundo quem não gosta de futebol. Ou ama demais o seu time que não veio aos Estados Unidos. Ou já voltou.






