Há 18 anos, o Palmeiras não entrou em campo. Estava eliminado antes do mata-mata do Paulistão vencido pelo Santos. O Brasileirão começaria no mês seguinte. O time de Caio Júnior ficou 32 dias sem jogar no período melancólico.
Em 24 de abril de 2007, em Franca, nasceu Estêvão. O prodígio que, agora, ao completar 18 anos, vai para o Chelsea, no meio do ano. O atacante que marcou o segundo gol alviverde em La Paz como presente de aniversário de um menino que correu na altitude como se estivesse pelas ruas de Franca. Como ele faz com enorme talento, naturalidade e maturidade desde que estreou pelo time principal. Justo na conquista do bi nacional, em 2023, contra o Cruzeiro de berço.

O Palmeiras venceu pela segunda vez o Bolívar nos 3.600m. Só Grêmio (1983), Internacional (2023) e Palmeiras (2020 e 2025) conseguiram a façanha. Na sétima vitória seguida da equipa de Abel, impressionou a condição física alviverde, e a pavorosa atuação do Bolívar. Parecia o Palmeiras o dono da casa, e o mandante um visitante asfixiado e desacostumado à altitude.
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Na segunda etapa deu a lógica: Palmeiras sem ar, dois gols de cabeça de Fábio Gomes, e o terceiro de Maurício, quando o Bolívar era melhor. Mas o melhor visitante da história da Libertadores repetiu a história como festa. 100% de aproveitamento em três jogos. Mais de 70% de chance de o Verdão ser mais uma vez o time de melhor campanha da fase de grupos.
Não deve ser fácil torcer contra o time de Abel. E vai ser menos difícil torcer sem Estêvão. O Palmeiras segue muito firme e forte. Em qualquer altitude. Com qualquer atitude.






