Adeus, Pré-Libertadores? O plano por mais vagas diretas na fase de grupos
Uma das soluções pensadas pela CBF para enxugar o calendário do futebol brasileiro é retirar os clubes nacionais da fase preliminar da Copa Libertadores. Crédito: Marcel Rizzo/Estadão
Tire os três melhores jogadores de qualquer equipe brasileira. Imagine o que aconteceria mesmo com Palmeiras e Flamengo (que têm muito mais time, e muito muito muito mais elenco que os dos rivais). É o que acontece com o São Paulo desde a temporada passada com Zubeldía.
Desde março, por causa da fibrose no joelho, Lucas Moura (que até esteve em campo no Morumbis em mais uma melancólica desclassificação tricolor) só jogou nove partidas... Oscar não joga desde maio... Calleri, desde abril (e seus reservas também estão lesionados). Marcos Antonio, o melhor do time nas últimas partidas, também não pôde atuar.
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Por isso Crespo teve que vir com o nervoso Luciano na frente, Ferreirinha jogando menos do que atuou em Quito, e com a ideia que acabou sendo infeliz de Rigoni aberto pela direita, com Enzo alargando o campo pela esquerda, no 3-2-5 de Crespo.

No pálido primeiro tempo do São Paulo, ainda assim não foi uma etapa para tomar o gol que sofreu de churrasco na infantilidade de Bobadilla. No único chute que a LDU acertou em todos os 90 minutos decepcionante e lamentáveis para uma torcida que segue nos últimos anos muito melhor do que o time, elenco, comissão técnica e diretoria.
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mais uma vez vez se sentiu apenas fora do gramado. Teve alma, mas não o corpo, como bem definiu meu companheiro de TNT Sports, o craque Marcelo Bechler. O São Paulo jogou mal, a torcida vaiou e xingou várias vezes o presidente, gritou até “olé” no final da segunda derrota para uma modesta equipe de LDU, que venceu em Quito, venceu no Morumbis em uma partida que o São Paulo teve 330 finalizações, mas poucas chances de fato de uma equipe desalmada e até desanimado - para não dizer desarmada.
Àquilo que o grande tricolor carioca Nelson Rodrigues dizia que era uma atuação “bovina”. E eu vou usar o termo pastosa.
A torcida lotou a sua casa, fez uma festa muito bonita, fez o corredor para entrar do estádio, tudo muito legal. Sabia-se que não seria fácil esportiva e tecnicamente é matematicamente devolver uma derrota por dois gols. Mas era possível, na melhor dos hipóteses, imaginar que os pênaltis não seriam milagre. Mas a impressão que passou é que até agora a LDU seguiria vencendo um São Paulo muito desfalcado. E não apenas em campo.
Apenas Mailton, na segunda etapa, deu de tudo. Mas é muito pouco. Ou é tudo que o São Paulo tem feito nos últimos anos pouco são-paulinos.





