Com a perda do índice no revezamento 4x100 metros livre, após a punição de Rebeca Gusmão por doping, o técnico da seleção brasileira feminina de natação, Alberto Silva, tem um problema: precisará reunir atletas que estão em cidades diferentes e em momentos distintos de preparação para tentar a conquista de nova marca que credencie o País para Pequim. São apenas duas competições para tentar novo índice - o Sul-Americano, em março de 2008, e o Troféu Maria Lenk, em maio. "Mas o problema é a periodização", explica o técnico. "A Flávia Delaroli, que já tem índice individual (nos 50m livre - 25s34), pode não priorizar essas competições, por exemplo. No Pan, todas as atletas estavam nas mesmas condições físicas, técnicas e psicológicas." As outras nadadoras que faziam parte do revezamento, Monique Ferreira e Tatiana Lemos Barbosa, ainda lutam por índice. "A maior dificuldade não é colocar alguém para fazer o tempo da Rebeca", acrescenta o técnico. "É melhorar o tempo das outras três." No Pan, Rebeca venceu as provas dos 50 e 100 m livre, cujas medalhas terá de devolver à Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa). Para conseguir chegar à Olimpíada, o Brasil precisa igualar ou baixar o tempo de 3min42s96, obtido no Pan. A marca colocava o Brasil como um dos 16 países classificados para os Jogos - 12 vagas foram destinadas aos melhores do Mundial de Melbourne, em março. O posicionamento do ranking define os últimos quatro lugares. Neste grupo, o Brasil tinha o segundo tempo. Outra questão a ser equacionada, segundo Alberto, é o treinamento em conjunto das atletas. Flávia, Monique e Tatiana são do Pinheiros, de São Paulo, mas a última treina e reside em Brasília. A gaúcha Michele Lenhardt, possível substituta de Rebeca Gusmão no revezamento, treina na Unisanta, em Santos. O resultado da contraprova de Rebeca, aberto em Montreal, no Canadá, será divulgado nesta quinta-feira.




