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Ao menos cinco integrantes do Estado Islâmico, incluindo um dos líderes do movimento, morreram nesta sexta-feira, 19, durante uma operação dos Estados Unidos na Síria. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter atacado mais de 70 alvos no país. A ofensiva, batizada de Operação Ataque Hawkeye, é uma resposta direta ao atentado em Palmira que, no dia 13 de dezembro, vitimou três cidadãos americanos.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, confirmou a ação na rede social X: “As forças dos Estados Unidos iniciaram na Síria a Operação Ataque Hawkeye para eliminar combatentes do EI, infraestrutura e locais de armamento”. Hegseth reforçou a postura linha-dura adotada após o ataque da semana anterior: “Se você atacar americanos — em qualquer lugar do mundo — passará o resto de sua breve e ansiosa vida sabendo que os Estados Unidos irão caçá-lo, encontrá-lo e matá-lo impiedosamente”.
O presidente Donald Trump também se pronunciou por meio da Truth Social, classificando a ação como uma “represália muito séria”. Trump declarou que os EUA estão impondo “retaliações muito severas aos terroristas assassinos”, cumprindo promessas anteriores. “Estamos atacando com muita força os redutos do Estado Islâmico na Síria, um lugar banhado de sangue [...] mas que tem um futuro brilhante se o Estado Islâmico for erradicado”, escreveu o presidente.

Contexto do conflito
A escalada de tensão ocorre após o incidente de 13 de dezembro em Palmira, no centro da Síria. Segundo a agência Reuters, dois soldados do Exército dos EUA e um intérprete civil foram mortos, e outros três militares ficaram feridos. O agressor foi abatido no local.
Atualmente, cerca de 2 mil militares americanos permanecem na Síria, distribuídos em bases como Al-Tanf. Historicamente, a missão dessas tropas tem sido combater o Estado Islâmico (também conhecido como Isis), proteger campos de petróleo estratégicos e conter a influência iraniana, operando frequentemente em parceria com as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos.
Cenário geopolítico após a queda de Assad
A dinâmica na região mudou significativamente desde a deposição de Bashar al-Assad, há um ano. Com a queda do regime, a ameaça de milícias pró-Irã e de tropas russas diminuiu, levando os EUA a reduzirem gradualmente sua presença militar nos últimos meses.
No entanto, o Estado Islâmico demonstrou resiliência, atraindo novos combatentes e aproveitando o vácuo de poder para realizar ataques. Há um temor crescente de que o grupo tente libertar milhares de terroristas presos, o que agravaria a volatilidade de um país que já enfrenta violência sectária e uma profunda crise humanitária enquanto tenta reconstruir suas forças de segurança.





