Trump, Clinton e Michael Jackson: quem são os citados na lista de Epstein | ESTADÃO EXPLICA
Entenda o caso que expõe uma série de pessoas ligadas ao milionário Jeffrey Epstein, preso por acusações de abuso e tráfico sexual com menores de idade. Crédito: TV Estadão
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WASHINGTON - Um importante comitê do Congresso dos Estados Unidos obteve, nesta segunda-feira, 8, um bilhete e um desenho sexualmente sugestivo aparentemente assinados pelo presidente Donald Trump e incluídos em um livro em homenagem ao 50º aniversário do empresário Jeffrey Epstein, em 2003. Trump defende que o desenho é falso.
Democratas no Comitê de Supervisão da Câmara disseram ter visto a ilustração — uma figura de uma mulher nua com “Donald” escrito abaixo da cintura — e postaram uma foto em sua conta oficial nas redes sociais. O desenho, em tinta preta espessa, descreve um texto que cita uma conversa imaginária entre Trump e Epstein, com o que parece ser a assinatura distintiva do presidente americano abaixo da cintura da mulher.

“O Comitê de Supervisão obteve o infame ‘Livro de Aniversário’ que contém um bilhete do presidente Trump que ele disse não existir”, disse o deputado Robert Garcia, da Califórnia, o principal democrata no comitê, em um comunicado. “É hora do presidente nos dizer a verdade sobre o que sabia e divulgar todos os arquivos de Epstein.”
Os advogados de Epstein forneceram uma cópia do livro, entre outros materiais, em resposta a uma intimação emitida pelo presidente republicano do Comitê de Supervisão, o deputado James R. Comer, do Kentucky, no mês passado, de acordo com um assessor.
Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, afirmou em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira que o presidente Trump “não desenhou” e “não assinou” o desenho sexualmente sugestivo do chamado livro de aniversário de Epstein.
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Detalhes do desenho e do poema foram divulgados anteriormente pelo The Wall Street Journal em julho. O presidente americano negou veementemente ter escrito a carta ou desenhado a figura e processou o jornal por difamação.
Na época, Trump escreveu nas redes sociais: “A suposta carta que imprimiram do Presidente Trump para Epstein era FALSA”.
Leavitt afirmou nesta segunda-feira que a equipe jurídica de Trump continuaria a processar o The Wall Street Journal por difamação, devido à reportagem publicada em julho sobre a existência do desenho.




