Os Estados Unidos atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas
Presidente americano confirmou bombardeios e prisão de Maduro em sua rede social; ditadura chavista decreta estado de emergência por ‘ofensiva imperialista’. Crédito: APVideoHub
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WASHINGTON-A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa enfrentarão acusações criminais no Tribunal do Distrito Sul de Nova York após a captura do venezuelano em uma operação americana na madrugada deste sábado, 3.
Em uma publicação na rede social X, Bondi prometeu que o casal “em breve enfrentará toda a fúria da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”. Maduro foi indiciado em 2020 em Nova York, mas não se sabia anteriormente que sua esposa também havia sido indiciada.
Nicolas Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos.

Durante o primeiro mandato de Trump, o Departamento de Justiça acusou Maduro de ter transformado a Venezuela em uma organização criminosa a serviço de narcotraficantes e grupos terroristas, enquanto ele e seus aliados desviavam bilhões do país sul-americano.
A divulgação coordenada das denúncias contra 14 autoridades e indivíduos ligados ao governo, e as recompensas de US$ 55 milhões por Maduro e outros quatro oficiais, atacaram todos os pilares do que o então Procurador-Geral William Barr chamou de “regime venezuelano corrupto”, incluindo o judiciário dominado por Maduro e as poderosas Forças Armadas.
Uma das denúncias, apresentada por promotores de Nova York, acusava Maduro e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, de conspirarem com rebeldes colombianos e membros das Forças Armadas “para inundar os Estados Unidos com cocaína” e usar o narcotráfico como uma “arma contra os Estados Unidos”.
Captura
Os Estados Unidos atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa neste sábado, 3. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social. O republicano afirmou ainda que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou em um áudio divulgado em redes de televisão e rádio que o paradeiro de Maduro e Cilia Flores é desconhecido e pediu por uma prova de vida do ditador e sua esposa. Rodríguez reiterou que os “planos de defesa integral da nação” permanecem ativos.

Pela Constituição venezuelana, em caso de queda de Maduro, o poder passaria para Delcy Rodríguez, responsável pela política econômica. Mas, dada as circunstâncias, não está claro quem acabaria no comando. Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente legítimo, e a oposição venezuelana afirma que o presidente de direito é o político exilado Edmundo González Urrutia.
Bombardeios
A captura de Maduro seguiu uma série de bombardeios americanos em Caracas e outras cidades venezuelanas.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada deste sábado, enquanto múltiplas explosões iluminam o céu da capital venezuelana.
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O senador americano Mike Lee, citando o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que não há planos de novos ataques ao território venezuelano. Rubio “não prevê mais ações na Venezuela agora que Maduro está sob custódia dos Estados Unidos”, escreveu Lee, um republicano que inicialmente foi crítico da operação, após afirmar que havia conversado com o chefe da diplomacia americana./com AP




