Quais poderiam ser as ‘garantias de segurança’ de Trump ou da Europa para Ucrânia? Entenda

Presidente americano não se comprometeu a adicionar forças dos EUA à defesa ucraniana e ninguém detalhou qual seria o plano, mas há várias opções

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Por David E. Sanger (The New York Times)
Atualização:

Trump elogia terno de Zelenski e faz piada sobre EUA não ter eleição se entrar em guerra

Para o encontro de hoje, líderes europeus também viajaram a Washington para apoiar Zelenski e garantir que ele não cairia em uma nova provocação de Trump. Crédito: Casa Branca/YouTube

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Em reunião em Washington, líderes como Donald Trump e Volodmir Zelenski discutiram garantias de segurança para evitar nova invasão russa à Ucrânia. O premiê britânico Keir Starmer propôs uma força de paz voluntária na Ucrânia após um cessar-fogo, mas detalhes são escassos. Três opções foram consideradas: uma força de manutenção da paz, uma força 'armadilha' e uma força de observação. Trump não prometeu tropas americanas, e a decisão dependerá de um possível acordo de paz. / NYT

Na reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente ucraniano Volodmir Zelenski e outros líderes europeus, realizada nesta segunda-feira, 18, em Washington, houve discussões frequentes sobre “garantias de segurança” para que a Rússia não invada novamente a Ucrânia.

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer falou sobre a criação de uma força, formada por uma “coalião de voluntários”, que ficaria estacionada na Ucrânia após um cessar-fogo ou acordo de paz. Mas ninguém detalhou publicamente como seria esse Exército.

E a aparência importa, dizem autoridades militares.

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O Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, o Primeiro-Ministro Britânico, Keir Starmer, o Presidente Ucraniano, Volodmir Zelenski, o Presidente Francês, Emmanuel Macron, o Presidente Americano, Donald Trump, o Presidente Finlandês, Alexander Stubb, a Primeira-Ministra Italiana, Giorgia Meloni, o Chanceler Alemão, Friedrich Merz, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participam de uma reunião no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, D.C., em 18 de agosto de 2025. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

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Um conceito é uma “força de manutenção da paz” completa, presumivelmente armada, que complementaria as Forças Armadas ucranianas. Ela seria implementada apenas para fins defensivos, mas a ideia seria dissuadir a Rússia, fazendo com que o Kremlin pensasse seriamente antes de entrar em conflito com soldados de países membros da Otan.

O problema é que, para ser uma dissuasão confiável, isso exigiria milhares de soldados.

Uma segunda possibilidade é uma força “armadilha” — bem menor. Não seria capaz de montar uma defesa sólida, mas a teoria é que os russos hesitariam em arriscar matar europeus não ucranianos em qualquer tentativa de invasão retomada.

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Essa, no entanto, é uma teoria não testada — e uma grande aposta.

Uma terceira possibilidade seria criar uma “força de observação”. Poderia ser pequena, com algumas centenas de soldados. Eles estariam lá essencialmente para reportar uma ação militar iminente. Mas essa função poderia ser cumprida com satélites e câmeras terrestres, e a força não seria grande o suficiente para montar qualquer tipo de defesa.

Trump não se comprometeu a adicionar tropas americanas a essa mistura, independentemente da forma que assuma. E a decisão sobre como seria a força provavelmente dependerá de como será um cessar-fogo ou um acordo de paz — se as negociações chegarem a esse ponto./ NYT

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