O Exército israelense declarou neste sábado, 26, a retomada de entrega de ajuda humanitária pelo ar na Faixa de Gaza.
Em paralelo, o Reino Unido afirmou que se prepara para realizar entregas de comida no território e evacuar “crianças que necessitam de assistência médica”, informou Downing Street.
Os anúncios acontecem dias após mais de 100 agências humanitárias alertarem que a fome em massa estava se espalhando pelo território palestino, o que mobilizou a comunidade internacional e aumentou a pressão sobre Israel. Desde o fim do último cessar-fogo, em fevereiro, Tel-Aviv controla inteiramente a distribuição de ajuda humanitária através de uma organização privada.
O anúncio britânico foi feito após uma conversa telefônica entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz.

“O primeiro-ministro explicou como o Reino Unido também implementará planos para colaborar com parceiros como a Jordânia para lançar ajuda aérea e evacuar crianças que necessitem de assistência médica”, indicou um comunicado de Downing Street.
Na véspera, Paris, Berlim e Londres pediram ao governo israelense que “levante imediatamente as restrições ao envio de ajuda”.
Já o Exército israelense afirmou também que vai estabelecer corredores humanitários designados para permitir a movimentação segura de comboios da ONU que entregam alimentos e medicamentos à população no enclave.
“Os lançamentos aéreos incluirão sete paletes de ajuda contendo farinha, açúcar e alimentos enlatados, a serem fornecidos por organizações internacionais”, acrescentaram os militares em um comunicado.
Leia também
Governo Lula deixa aliança em memória do Holocausto após entrar em ação contra Israel por genocídio
Opinião: Como a guerra de Israel se tornou injusta
Israel enfrenta crescente pressão internacional devido à grave situação humanitária no território palestino.
No final de maio, o governo israelense suspendeu parcialmente o bloqueio total imposto em Gaza no início de março. Os mais de dois milhões de moradores enfrentam grandes dificuldades para acessar alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais.
De acordo com o Programa Mundial de Alimentos, a agência da ONU responsável pela ajuda alimentar, aproximadamente um terço dos habitantes da Faixa passa dias sem comer.
Um funcionário israelense declarou na sexta-feira à agência AFP que as entregas aéreas de ajuda humanitária seriam retomadas rapidamente em Gaza, um território devastado por mais de 21 meses de guerra e ameaçado pela fome.
Essas entregas devem ser realizadas “sob coordenação dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia”, declarou sob condição de anonimato. /Com AFP





