Terremotos na Venezuela: número de mortos chega a 920; país tem mais de 4 mil feridos

Atualização foi confirmada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, nesta sexta-feira, 26

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Por Redação
Atualização:

Vídeo mostra momento em que prédio desaba em El Junquito, na Venezuela: ‘Não dá para acreditar’

Imagens registradas por moradores retratam o desespero e a destruição durante terremotos; tremor de magnitude 7,5 foi o mais forte no país em mais de um século. Crédito: @cristiancrespoj/@sunilyadav21 via X

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O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 920, anunciou nesta sexta-feira, 26, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em um pronunciamento na televisão. A contagem anterior do governo apontava para 589 mortes.

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Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o norte da Venezuela na quarta-feira, 24, deixaram um cenário de devastação, com dezenas de prédios desabados, especialmente em La Guaira, cidade litorânea próxima a Caracas, onde moradores denunciam a insuficiência das ações de resgate do governo.

Na noite de quinta-feira, 25, o ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, havia confirmado a morte de 235 pessoas, com pelo menos 4,3 mil feridos. Entre os mortos estão ao menos nove portugueses, quatro espanhóis, dois chineses e dois brasileiros.

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Equipes de busca e resgate se deslocam entre os escombros de um prédio desabado em Los Corales, no Estado de La Guaira. Foto: Federico Parra/AFP

O número de vítimas fatais ainda deve subir, já que as buscas por desaparecidos continuam. O número de desaparecidos foi atualizado pela última vez na tarde de quinta-feira, quando o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que 157 pessoas ainda não haviam sido localizadas e que mais de 200 permaneciam presas sob os escombros.

No entanto, uma plataforma extraoficial já registra mais de 50 mil desaparecidos até a manhã desta sexta-feira. Os dados são atualizados pela população e não têm confirmação oficial do governo venezuelano.

Ao menos 17 países ao redor do mundo, incluindo Espanha, Alemanha, Itália, China e Índia, têm oferecido ajuda nas buscas e na reconstrução das regiões afetadas.

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Na quinta-feira, um general do Comando Sul dos Estados Unidos chegou a Caracas para “supervisionar” o apoio de Washington. A corporação afirmou que ele “está trabalhando em estreita colaboração com seus aliados para planejar, coordenar e dirigir” as operações das Forças Armadas destinadas a salvar vidas e prestar “assistência humanitária nas áreas afetadas”.

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio de equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, cem purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias, como forma de auxiliar no atendimento às vítimas. / COM INFORMAÇÕES DA AFP

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