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Um marinheiro caiu do porta-aviões USS Abraham Lincoln e foi resgatado no mar no início deste mês, em meio a críticas sobre as condições a bordo da embarcação.
A Marinha dos Estados Unidos afirmou que o incidente está relacionado à saúde mental. As informações foram confirmadas à CNN por três autoridades do governo norte-americano.
A queda, segundo os oficiais ouvidos pelo veículo, ocorreu no último dia 3 de agosto. Ele estava usando um colete salva-vidas e foi resgatado sem ferimentos por um helicóptero de busca e resgate em menos de uma hora. Após o resgate, o marinheiro passou por uma avaliação médica e foi transferido para fora do navio para receber cuidados de acompanhamento.

O incidente ocorreu em meio a preocupações sobre as condições a bordo do porta-aviões após relatos de agravamento da saúde mental, escassez de alimentos e problemas de encanamentos.
Nesta quinta-feira, 13, democratas do Congresso dos Estados Unidos exigiram respostas sobre as condições a bordo do USS Abraham Lincoln, que partiu de San Diego, Califórnia, em 21 de novembro de 2025, para cumprir uma missão no Mar do Sul da China.
O porta-aviões foi desviado para o Oriente Médio antes dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que iniciaram a guerra em 28 de fevereiro.
Em uma carta enviada na quarta-feira, 12, ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, o senador Richard Blumenthal pediu que a Marinha apresente informações sobre as condições a bordo do porta-aviões, que está em missão há mais de 250 dias e sem tocar a terra “há mais de 200 dias, o que estabelece um recorde”.
O senador Ruben Gallego pediu na rede social X “uma visita oficial de supervisão com a delegação bipartidária do Senado ao USS Lincoln para investigar as alarmantes condições denunciadas”.
Em duas reuniões recentes, familiares discutiram com o alto comando da Marinha sobre as difíceis condições, incluindo a escassez de alimentos, enfrentadas pelos 5 mil marinheiros e fuzileiros navais a bordo do USS Lincoln e exigiram saber quando seus parentes retornariam para casa, informou a emissora MS NOW. Alguns denunciaram graves problemas de saúde mental e tentativas de suicídio a bordo.
“As histórias de membros da tripulação que ameaçam pular do navio são um sinal de alerta assustador de quão grave a situação se tornou: chuveiros com mofo, água quente esporádica, refeições e sabonete racionados, banheiros quebrados e exaustivas jornadas de 12 a 16 horas sem dias de folga”, escreveu Gallego em sua publicação na quarta-feira.
“A forma como (o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump) está tratando nossos militares enquanto conduz esta guerra ilegal não é apenas repugnante, é perigosa”, afirmou.
USS George Washington segue rumo ao Oriente Médio
O porta-aviões USS George Washington, que está baseado no Pacífico, começou a se dirigir para o Oriente Médio, após os relatos. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira que as condições foram “completamente deturpadas”.
As missões prolongadas dos porta-aviões durante o conflito com o Irã têm suscitado preocupações quanto ao impacto sobre os militares que ficam longe de casa por longos períodos, bem como ao desgaste crescente do navio e de seus equipamentos.
Embora as hostilidades entre os EUA e o Irã tenham se acalmado nas últimas semanas, a Marinha reimpôs um bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, e o governo Trump não informou como pretende encerrar a guerra./Com informações da AP e AFP





