Eduardo Saverin é um dos cinco cofundadores do Facebook. E mesmo que tenha brigado com Mark Zuckerberg, quando as ações da Meta valorizam, sua fortuna também cresce. Nesta quinta-feira, 28, a Forbes divulgou a lista dos dez maiores bilionários do Brasil e ele aparece no topo novamente.
Com patrimônio estimado em R$ 227 bilhões, Saverin é o primeiro lugar do ranking, quase R$ 100 bilhões a mais do que a segunda colocada, Vicky Safra e família, com R$ 120,5 bilhões.
O resultado é uma sequência de bons números desde 2024, quando o empresário estreou no topo da lista após triplicar o capital, que foi avaliado em R$ 155,9 bilhões.

A primeira vez de Saverin no ranking da Forbes aconteceu em 2011, após a abertura de capital (IPO) do Facebook. O crescimento das ações da Meta atingiu 300% em 2023, e impulsionou Mark Zuckerberg ao posto de 2º mais rico do mundo.
A valorização da gigante foi conduzida por investimentos em inteligência artificial (IA) e pelo sucesso das redes sociais, que aumentaram. Hoje, Instagram, Threads e WhatsApp estão sob o comando da Meta.
Saverin nasceu em São Paulo, em 1982. Sua família tem origens judaica e romena. Seu avô, Eugênio Saverin fundou a marca de roupas infantis TipTop, uma das primeiras a confeccionar macacões para crianças no Brasil.
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Aos 11 anos foi morar em Miami, nos Estados Unidos, e depois estudou Economia na Universidade de Harvard. Durante a graduação, foi membro do Phoenix S.K Club e presidente da Associação de Investimentos de Harvard.
Em Harvard, o brasileiro conheceu Mark Zuckerberg, e juntos de outros colegas fundaram o Facebook em 2004. A participação de Saverin foi crucial nos primeiros anos da empresa. Além de investir US$ 1 mil para comprar servidores no início da operação, ele atuou como diretor financeiro e gerente de negócios.
Inclusive, a casa de seus pais em Miami foi o primeiro endereço comercial do Facebook.
Desentendimentos pessoais e judiciais marcaram a trajetória de Saverin e Zuckerberg, que foi acusado de usar dinheiro da empresa para despesas pessoais e festas.
Antes de um acordo extrajudicial encerrar a disputa, Zuckerberg tentou diluir a participação do brasileiro no Facebook. Essa história é reconstruída no filme “A Rede Social” (2010), e Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield.

Em 2009, Saverin foi morar em Singapura, dois anos depois que renunciou à sua cidadania americana. A decisão gerou controvérsia e acusações de sonegação fiscal, já que a ação lhe poupou US$ 700 milhões em impostos.
A última investida do empresário aconteceu em 2015, quando fundou a B Capital, uma companhia de risco que financia startups de tecnologia, em especial na Índia e no Sudeste Asiático.
Com foco nos setores da saúde, fintech, e software empresarial, a B Capital já destinou mais de US$ 150 milhões para diversas iniciativas. A ideia, segundo a B Capital, é buscar empresas com potencial para “liderar seus respectivos setores e gerar impacto duradouro”.
Entre as companhias que a B Capital já investiu, ganham destaque a Jumio, especializada em soluções de verificação de identidade, e a Antler, um fundo de capital de risco e aceleradora de startups.
No final de 2024, a B Capital participou de uma rodada de investimentos de US$ 320 milhões na Lambda, uma empresa de serviços de computação em nuvem e hardware para treinamento de software de IA.
Além de seus investimentos em startups e tecnologia, Saverin diversifica o portfólio com imóveis de luxo. Em 2023, comprou dois chalés de mais de 32 mil metros quadrados na estação de esqui francesa de Courchevel por US$ 95 milhões.
Saverin é casado com Elaine Andriejanssen, uma cidadã indonésia de ascendência chinesa, com quem tem um filho.




