O Estadão e os seus 150 anos de história foram homenageados na quinta-feira pela Associação Nacional de Jornais (ANJ). Outros 12 jornais centenários do País também foram celebrados durante a cerimônia do Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa 2025, concedido ao Instituto Palavra Aberta, em evento realizado na ESPMTech, em São Paulo, nesta quinta-feira, 4.
Jornais mais antigos do Brasil, esses veículos foram reconhecidos por marcar a história da imprensa brasileira, fortalecer a democracia e pela capacidade de resistir por mais de um século às mais diferentes dificuldades. “Os jornais centenários são guardiões da história do País, responsáveis por documentar a vida pública ao longo de gerações e por manter vivo o compromisso com a verdade factual”, destacou Marcelo Rech, presidente executivo da ANJ, entidade fundada em 1979.
Nesse período, os veículos centenários documentaram acontecimentos fundamentais, demonstraram força institucional, capacidade de adaptação e “compromisso permanente com o interesse público”, segundo a ANJ. A partir deste ano, a homenagem passa a ser uma ação permanente: todos os veículos associados que completarem cem anos passarão a ser oficialmente reconhecidos, de acordo com a entidade.
“Celebrar nossos jornais centenários é celebrar a credibilidade, decisiva para o aprimoramento da democracia e do desenvolvimento sustentado”, afirmou Francisco Mesquita Neto, presidente do Conselho de Administração da S/A O Estado de S. Paulo, que, em janeiro deste ano, completou 150 anos. “Um jornal é um ser vivo, e chegar aos cem anos significa ter cumprido a missão de informar, formar opinião e difundir cultura. Temos muito a celebrar”, disse ele.
Celebrar nossos jornais centenários é celebrar a credibilidade, decisiva para o aprimoramento da democracia e do desenvolvimento sustentado. Um jornal é um ser vivo, e chegar aos cem anos significa ter cumprido a missão de informar, formar opinião e difundir cultura. Temos muito a celebrar
Francisco Mesquita Neto - Presidente do Conselho de Administração da S/A O Estado de S. Paulo
Também presidente do Conselho de Liberdade de Imprensa da ANJ, Francisco Mesquita Neto abordou no evento a questão da desinformação nas redes sociais, uma das principais preocupações dos tempos atuais. “Com enorme facilidade e baixo custo, grupos mal-intencionados têm utilizado a IA (inteligência artificial) para distorcer fatos, criar ilusões quase reais e gerar incerteza”, afirmou.
Congresso
Em 2014, o 10.º Congresso Brasileiro de Jornais, organizado pela ANJ, abriu seu último dia com uma sessão especial de homenagem aos jornalistas Ruy Mesquita, do Grupo Estado, e Roberto Civita, do Grupo Abril, pela contribuição ao jornalismo e à defesa da liberdade de expressão no País. Os jornalistas morreram em 2013.
Os associados ANJ centenários foram homenageados por marcarem a história da imprensa brasileira e fortalecerem a democracia ao longo de mais de um século. Em 2025, o Estadão celebrou 150 anos de sua fundação. “Os jornais centenários são guardiões da história do país”, destacou Marcelo Rech, presidente-executivo da ANJ.
“Com enorme facilidade e baixo custo, grupos mal-intencionados têm utilizado a IA para distorcer fatos, criar ilusões quase reais e gerar incerteza”, disse Francisco Mesquita Neto, presidente do Conselho de Liberdade de Imprensa da ANJ e presidente do conselho administração da SA O Estado de S.Paulo. “Celebrar nossos jornais centenários é celebrar a credibilidade, decisiva para o aprimoramento da democracia e do desenvolvimento sustentado”, comentou. “Um jornal é um ser vivo, e chegar aos cem anos significa ter cumprido a missão de informar, formar opinião e difundir cultura. Temos muito a celebrar”, complementou.
Os veículos centenários homenageados foram:
- ACidade On (Ribeirão Preto) – 120 anos
- A Notícia (Joinville) – 102 anos
- A Tarde (Salvador) – 113 anos
- A Tribuna (Santos) – 131 anos
- Correio do Povo (Porto Alegre) – 130 anos
- Cruzeiro do Sul (Sorocaba) – 122 anos
- Folha de S. Paulo – 104 anos
- Gazeta do Povo (Curitiba) – 106 anos
- Jornal do Commercio (Manaus) – 121 anos
- Jornal do Commercio (Recife) – 106 anos
- Monitor Mercantil (RJ) – 113 anos
- O Globo (RJ) – 100 anos
- O Estado de S.Paulo – 150 anos


