Ainda é crítica condição de menino transplantado no Rio

O menino Patrick Hora Alves, de 10 anos, que teve um coração transplantado ontem, no Rio, está sedado e, segundo boletim médico divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Cardiologia (INC), ainda em período crítico e precisa de suporte cardiorrespiratório e renal. Patrick foi a primeira criança do Brasil a conviver com um coração artificial. O corpo da mulher cujo coração foi doado ao garoto será enterrado hoje, às 16h30, no Cemitério Municipal de Barra Mansa (RJ).

TIAGO ROGERO, Agência Estado

16 de abril de 2011 | 14h47

A dona de casa Marinete Martins, de 37 anos, morreu na quinta-feira por traumatismo craniano. Ela ficou internada no Hospital Evangélico de Volta Redonda (RJ) por quatro dias, depois de ter sido espancada pelo companheiro e a própria filha. Segundo a polícia, Mariozam da Silveira, de 47 anos, e Tainara Martins, de 18, eram amantes. Ambos foram presos ontem.

Ainda de acordo com o boletim médico do INC, novos exames vão ser realizados em Patrick, e com isso a equipe médica vai decidir as próximas providências. O cardiologista do hospital, Alexandre Siciliano, disse ontem que a cirurgia foi um sucesso. Porém, por se tratar de um procedimento de alto risco, as 72 horas seguintes são consideradas críticas, segundo ele. A previsão é de que Patrick passe pelo menos 30 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica do hospital.

Mais conteúdo sobre:
TransplantecoraçãoPatrick

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.