Gabriela Biló|Estadão
Gabriela Biló|Estadão

Análise: trabalhos de André Cortez têm como marca uma grande teatralidade

Em 1997, quando me afastei temporariamente, depois de 12 anos, do Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho, uma nova turma de jovens interessados em cenografia chegava para trabalhar no projeto de um novo espetáculo: Fragmentos Troianos. Entre eles, André Cortez. 

J.C. Serroni, Especial para o Estado

27 de junho de 2016 | 04h30

Ao organizar a mostra do Brasil para a Quadrienal de Praga no ano seguinte, eu, na função de curador, deveria escolher alguns trabalhos de cenografia realizados no Sesc, e tão logo vi entre outros os estudos de André para o espetáculo, não tive dúvidas: faria parte da mostra. A partir daí, logo comecei acompanhar o trabalho desse hoje talentoso cenógrafo, e perceber que muito cedo teríamos mais um grande profissional da cenografia em ação. Pude ver nesse caminho A Serpente, de Nelson Rodrigues, Ricardo III, trabalhos em parceria com Daniela Thomas, e agora, mais recentemente o instigante espaço criado para Um Bonde Chamado Desejo. André não atua só no teatro. Já realizou inúmeros projetos de cenografia para exposições e uma delas, sobre Gilberto Freire, de extrema teatralidade realizada no Museu da Língua Portuguesa em 2007, ficou na minha memória como exemplo marcante da nova museografia.

Fico também muito feliz que ele “roube” jovens cenógrafas que passaram por cursos e já trabalharam comigo no Espaço Cenográfico. Isso mostra que temos alguma coisa em comum no universo do fazer teatral.

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