ANP indefere venda de 40% do campo de Polvo da Maersk para HRT

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indeferiu a venda da participação de 40 por cento da dinamarquesa Maersk no campo de Polvo, na Bacia de Campos, para a brasileira HRT, operadora e detentora dos outros 60 por cento do ativo.

REUTERS

16 de outubro de 2014 | 18h26

A HRT aguardava um sinal verde da ANP para dar prosseguimento a algumas atividades em Polvo, o único ativo com produção de petróleo da empresa.

A informação sobre o indeferimento está em ata da reunião de diretoria da ANP, publicada nesta quinta-feira no site da autarquia.

No documento, a agência não dá detalhes que expliquem sua decisão, diz apenas que a negativa foi "em função do projeto e seus indicadores econômicos apresentados na última revisão do Plano de Desenvolvimento do Campo".

Procurada, a ANP informou que a HRT poderá recorrer da decisão.

Segundo a assessoria de imprensa da autarquia, a ANP está solicitando informações adicionais sobre o projeto à petroleira.

A HRT assinou um acordo de aquisição com a Maersk, em julho.

Em entrevista concedida na quarta-feira, o diretor financeiro da petroleira, Ricardo Bottas, afirmou que a empresa prevê investir 75 milhões de dólares em até nove meses em Polvo. Os aportes incluem gastos em manutenção de equipamentos e na perfuração de dois poços com uma sonda própria.

Segundo Bottas, a empresa apenas iniciará as perfurações dos dois poços planejados em Polvo após a aprovação da compra de participação de 40 por cento da Maersk no bloco. Isso porque a Maersk não tem interesse em permanecer investindo no ativo.

Um novo plano de desenvolvimento para a área, ainda não apresentado, também precisa ser aprovado pela ANP.

Procurada, a HRT não se manifestou imediatamente.

(Por Marta Nogueira)

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