Bilhete da EMTU será usado como cartão de débito

O Bilhete do Ônibus Metropolitano (BOM), usado no transporte público da Grande São Paulo, passará a funcionar como uma espécie de cartão de débito até outubro. O sistema será pré-pago e terá a bandeira Mastercard. A Prefeitura estuda sistema parecido para o Bilhete Único.

ARTUR RODRIGUES, Agência Estado

03 de julho de 2013 | 08h49

Cerca de 4 milhões de passageiros usam o cartão, que é aceito em ônibus intermunicipais, estações de metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Para aderir ao sistema pré-pago, denominado BOM +, será cobrada uma taxa única, de R$ 9,90.

"É igual a um cartão de débito para, a princípio, um público não bancarizado", afirma Mauro Borges Freddo, diretor da Promobom Autopass, empresa que administra o cartão BOM. A princípio, o cartão não permitirá parcelamento. No entanto, será possível fazer saques e compras em toda a rede que aceita Mastercard, incluindo pela internet.

De acordo com a empresa que administra o BOM, os usuários terão de pagar pelos pacotes de serviços. Boa parte dos valores, no entanto, deve ser revertida em créditos de telefone celular. Os cartões poderão ser carregados em estabelecimentos conveniados, como bancos, lotéricas e pequenos comércios. A expectativa é de que se inicie o projeto com mais de 10 mil pontos de recarga.

O valor depositado como crédito de transporte não poderá ser gasto em compras. No entanto, o dinheiro do pré-pago poderá ser convertido para o uso no transporte público.

A ideia é que, assim que o serviço se consolidar, o cartão comece a ganhar mais funções. Entre elas, o acúmulo de pontos que podem ser revertidos em vantagens, como funciona no sistema dos cartões de crédito.

A princípio, o público-alvo do cartão é de 10% dos usuários do sistema BOM. O programa deve ser apresentado nesta quarta-feira, 3, durante a Feira Transpúblico, realizada no Transamérica Expo Center. O secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou que pretende aumentar as funções do Bilhete Único. Ele quer que o cartão possibilite que as passagens sejam cobradas diretamente em conta bancária. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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