Bombardeios atingem poços de petróleo e bases do Estado Islâmico na Síria, diz grupo

Bombardeios atingem poços de petróleo e bases do Estado Islâmico na Síria, diz grupo

O combustível tem sido uma fonte de renda fundamental para os militantes do grupo extremista

REUTERS

26 Setembro 2014 | 07h41

Ataques aéreos e com mísseis, que se supõe tenham sido lançados pelas forças lideradas pelos Estados Unidos, atingiram campos de petróleo e bases do Estado Islâmico no leste da Síria durante a noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta, disse um grupo de monitoramento.

As forças norte-americanas e aliados árabes começaram a bombardear militantes do Estado Islâmico no norte e no leste da Síria na terça-feira. Os Estados Unidos vêm bombardeando também bases do grupo dissidente da Al Qaeda no Iraque desde o mês passado.

Os ataques aéreos desta sexta-feira alcançaram bases e posições do Estado Islâmico nos arredores da cidade de al-Mayadin, na província de Deir al-Zor, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo de oposição ao governo da Síria, com sede em Londres e que monitora o conflito por meio de uma rede de fontes no território sírio.

Um primeiro bombardeio aéreo atingiu o campo petrolífero de Al-Tanak na província, enquanto ataques aparentemente com mísseis - que também se supõe tenham sido desfechados por forças lideradas pelos EUA - alcançaram a região de al-Quriyah, também em Deir al-Zor, disse o grupo de monitoramento.

A província de Deir al-Zor, que faz fronteira com o Iraque, está quase totalmente sob controle de militantes do Estado Islâmico e era uma importante região produtora de petróleo antes do conflito da Síria, iniciado há mais de três anos.

O petróleo tem sido uma fonte de renda fundamental para os militantes do Estado Islâmico. Na quinta-feira, ataques aéreos atingiram refinarias sob controle do grupo.

Os ataques também parecem ter como meta prejudicar a capacidade do Estado Islâmico de operar através da fronteira com o Iraque, onde também controla território.

O Observatório disse que houve vítimas nos primeiros bombardeios, mas não deu detalhes.

(Reportagem de Alexander Dziadosz)

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