Bósnia indicia cinco por tortura de sérvios durante a guerra

Promotores bósnios indiciaram nesta sexta-feira cinco ex-integrantes de uma força paramilitar croata pela tortura de centenas de sérvios da Bósnia, em sua maioria civis, no sul do país durante a guerra entre 1992 e 1995.

REUTERS

02 Março 2012 | 15h24

Ivan Zelenika, Srecko Herceg, Edib Buljubasic, Ivan Medic e Marina Grubisic-Fejzic, que serviram como comandantes ou guardas das Forças Croatas de Defesa (HOS) no campo de detenção de Dretelj, são acusados de cometer crimes de guerra contra os prisioneiros sérvios entre maio e agosto de 1992, disse a promotoria em um comunicado.

"Os civis detidos no campo de Dretelj foram mantidos em condições desumanas, abusados, roubados, espancados, estuprados e abusados sexualmente, submetidos a trabalho forçado e torturados das formas mais humilhantes", disse a promotoria.

A corte do Estado precisa agora confirmar o indiciamento.

A guerra da Bósnia foi deflagrada em abril de 1992, depois da dissolução da Iugoslávia. Muçulmanos e croatas bósnios uniram suas forças contra os sérvios que, apoiados pelo antigo Exército iugoslavo, lançaram um ataque disseminado pelo país na tentativa de instituir um Estado sérvio.

Os bósnios muçulmanos e croatas romperam entre si em 1993 e travaram uma nova guerra, que acabou em 1994. A Bósnia de hoje é formada por duas regiões autônomas: a federação muçulmano-croata e a República Sérvia.

(Reportagem de Daria Sito-Sucic)

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