Fábio Motta|Estadão
Fábio Motta|Estadão

BTG cria comitê para acompanhar investigação de Esteves

Grupo será composto por dois membros independentes do conselho de administração do banco, que 'sempre representarão a maioria dos membros votantes do comitê'

Beth Moreira, O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2015 | 10h49

SÃO PAULO - O conselho de administração do BTG Pactual decidiu formar um comitê especial para acompanhar e direcionar temas que foram citados nas ordens de prisão contra o ex-CEO do grupo, André Esteves, detido no dia 25 de novembro após ser acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

Segundo o banco, o Comitê Especial será inicialmente composto por Mark Clifford Maletz (que também será o presidente do Comitê) e Cláudio Eugênio Stiller Galeazzi, cada um deles um membro independente do conselho de administração. O vice-presidente do conselho de administração das companhias do BTG, John Huw Gwili Jenkins, também integra o Comitê Especial. "As ações do Comitê Especial serão tomadas por maioria de votos e os membros independentes sempre representarão a maioria dos membros votantes do Comitê Especial", informa.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco lembra que a  formação do Comitê Especial e a estruturação do seu funcionamento e mandato foi liderada pelos membros independentes e por outros três membros do conselho de

administração que são independentes da administração das companhias: Jonathan Michael Hausman, Juan Carlos Garcia Canizares e John Joseph Orós.

"Os membros independentes e os membros específicos receberam consultoria dos escritórios Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan, LLP e Sullivan & Cromwell, LLP na definição dos termos, estrutura, escopo e mandato do Comitê Especial", informa o documento.

Conforme o comunicado, Maletz, Galeazzi, Hausman, Garcia e Oros recomendaram que o Comitê Especial contratasse o Quinn Emanuel como um escritório externo especial, em conjunto com um preeminente escritório de advocacia brasileiro que será contratado em breve pelo Comitê Especial, para conduzir a Investigação.

Histórico. Preso desde o dia 25 de novembro, o banqueiro André Esteves é suspeito de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Esteves faria parte de um plano para ajudar o ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, a fugir do País. A prisão do banqueiro foi uma surpresa para o mercado financeiro, que reagiu mal à notícia: desde o dia 25 de novembro, as ações do BTG caíram mais de 50%.

Mais conteúdo sobre:
Btg PactualAndré Esteves

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.