Cindacta 2 começa operar software nacional em 2010

Sistema informa qualquer possível conflito de voo; programa segue recomendações internacionais

Evandro Fadel, CURITIBA, O Estadao de S.Paulo

15 Dezembro 2009 | 00h00

O Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 2), com sede em Curitiba, deve começar a operar, em março do próximo ano, um novo software de controle de voo, com tecnologia totalmente brasileira. "A vantagem desse software é que nos dá uma capacidade maior de controle e gerenciamento", disse ontem o comandante interino do Cindacta 2, o coronel Leônidas de Araújo Medeiros Júnior.

O software, conhecido como Sagitário (Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional), já está em fase de testes na unidade paranaense, instalada em um prédio de quatro andares totalmente subterrâneo.

De acordo com o coronel, uma das novidades do novo sistema é que ele informa qualquer possível conflito de voo antes mesmo de as aeronaves deixarem o chão. O software segue todas as práticas e recomendações do mercado internacional, incluindo as ditadas pela Eurocontrol (Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea).

"É também um software brasileiro que tem duas grandes vantagens: primeiro, pode-se implementar qualquer atividade operacional e ter pronta resposta; e, segundo, o custo é bem menor. Em alguns momentos, até dez vezes menor", disse Medeiros Júnior.

O software foi desenvolvido durante dois anos pela empresa Atech, que trabalha em conjunto com a Força Aérea Brasileira (FAB). A expectativa é que até 2012 todo o País esteja coberto com esse novo sistema operacional. "Se os investimentos governamentais continuarem, até 2012 teremos retirado todo o atraso tecnológico que porventura exista", afirmou o coronel.

NOVIDADES

Entre as novidades, a solução traz o fundo de tela cinza, o que torna menos cansativo para os olhos do que os negros que estão no software atual, o X4000. Ele também ganha mais contraste de cores, facilitando a identificação das funcionalidades. De acordo com a Atech, o teclado deve ser praticamente descartado, tornando-se opcional o uso. O operador pode, com apenas um clique no mouse, alterar graficamente uma rota de voo ou até mesmo estabelecer novas rotas caso haja situação de conflito entre aeronaves.

Também é possível enviar mensagens para os pilotos, como se fosse um torpedo de celular. O software também já vem preparado para receber aplicativos necessários para a navegação do futuro, quando controladores e pilotos devem se comunicar via satélite.

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