Com caixa de US$8bi, Eike se prepara para mais um IPO

O grupo EBX, do empresário Eike Batista, tem em caixa de 8 bilhões de dólares e prevê abertura de capital de mais uma de suas empresas neste ano.

SABRINA LORENZI, REUTERS

22 Maio 2012 | 21h14

O homem mais rico do Brasil, dono de empresas de mineração, petróleo, energia, entretenimento, disse nesta terça-feira que o relatório com os depósitos de ouro da sua companhia AUX deve ficar pronto em agosto, o que levará a companhia a ficar "madura" entre setembro e outubro "se quiser fazer IPO".

A holding está capitalizada para fazer frente à expansão de seus projetos, entre os quais a expansão da MMX, empresa de mineração que prevê mais que triplicar sua produção, com a conclusão do Porto do Sudeste, disse ele.

Mas a companhia segue negociando financiamento para o empreendimento, com possibilidade de crédito pelo BNDES e bancos asiáticos.

"Continuamos a negociação, mas o projeto vai ser realizado de qualquer forma", disse Eike, ao responder sobre o sinal verde de órgão ambiental para a expansão de Serra Azul, com licença obtida pela MMX recentemente.

Em palestra no Rio Investors Day, o empresário disse ainda que a demanda chinesa deve continuar firme e lembrou que os chineses acabam de bater mais um recorde em consumo de aço.

Eike ainda criticou investidores, dizendo que ações da Vale estão muito baratas.

Disse ainda que a Petrobras está se reorganizando e ainda vai demandar parcerias com empresas de seu grupo, e que os obstáculos para associações com as grandes empresas acabaram.

"Roger Agnelli me via como inimigo número um e (José Sergio) Gabrielli como inimigo pela OGX... ficavam buzinando no ouvido da Dilma (Rousseff)... agora tudo acabou", afirmou, comentando sobre os ex-presidente da Vale e Petrobras.

Eike descartou investimentos em siderúrgicas, dizendo que há usinas em excesso.

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