Cruz Vermelha chega a Homs, mas é barrada em bairro arruinado

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse na segunda-feira que distribuiu alimentos e algumas outras formas de ajuda em alguns bairros da cidade síria de Homs, mas que não conseguiu autorização para entrar no bairro de Baba Amr, o mais afetado pelas mais de três semanas de cerco militar contra forças rebeldes.

REUTERS

05 Março 2012 | 20h11

A ofensiva dispersou os insurgentes na semana passada, mas muitos civis continuam retidos no bairro, enfrentado o frio e a falta de comida, água e medicamentos, segundo Yves Daccord, diretor-geral do CICV.

As negociações para a entrada dos agentes humanitários em Baba Amr continua, e na segunda-feira voluntários e ambulâncias do Crescente Vermelho Árabe da Síria chegaram a dois bairros de Homs para onde muitas famílias de Baba Amr fugiram, segundo um porta-voz.

Daccord disse a uma emissora síria que o acesso a Baba Amr é negociado com comandantes militares em Homs e com integrantes do governo em Damasco.

"A situação (em Baba Amr) é extremamente difícil, as condições climáticas são trágicas. Está muito frio, há combates, e as pessoas não têm acesso a alimentos ou água, e acima de tudo há o grande problema da evacuação dos feridos."

Desde sexta-feira a Cruz Vermelha tenta obter acesso a Baba Amr. Moradores dizem que a demora ocorre porque os militares estão tentando "limpar" as marcas do massacre no bairro.

(Por Stephanie Nebehay)

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