Egito diz que decreto de Mursi é 'temporário'; quer diálogo

A Presidência do Egito anunciou neste domingo que se comprometeu a se envolver com "todas as forças políticas" para encontrar um ponto comum sobre as discussões e ressaltou a "natureza temporária" de um decreto que amplia poderes do presidente Mohamed Mursi.

Reuters

25 de novembro de 2012 | 14h27

"Esta declaração é considerada necessária, a fim de responsabilizar os responsáveis pela corrupção, bem como outros crimes durante o regime anterior e durante o período de transição", afirmou a presidência em um comunicado.

Diante de uma série de protestos de juízes e opositores políticos que acusam Mursi de se transformar em um novo ditador, a Presidência disse que o decreto "não estava destinado a concentrar poderes", mas a devolvê-los a eles.

O objetivo foi evitar a politização do Judiciário, disse o comunicado.

Ele também teve como objetivo "abortar qualquer tentativa" de dissolver o Parlamento do Egito, dominado por islâmicos aliados de Mursi, acrescentou o comunicado.

"A presidência salienta o seu firme compromisso de envolver todas as forças políticas no diálogo democrático para chegar a um terreno comum e reduzir a distância, a fim de chegar a um consenso nacional sobre a Constituição", acrescentou.

(Reportagem de Marwa Awad)

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