El Niño se enfraquece, mas previsão para furacões é incerta

O fenômeno climático El Niño está se enfraquecendo, porém o prognóstico após maio é incerto, de acordo com um relatório mensal divulgado pelo Centro de Previsões Climáticas (CPC) dos Estados Unidos. A fraca temporada de furacões no Atlântico, em 2006, foi atribuída à presença do fenômeno. Ocorreram apenas nove tempestades e cinco furacões no ano passado, menos do que as 28 tempestades e 15 furacões registrados em 2005. Muitos meteorologistas disseram que o El Niño permitiu que o vento debelasse tempestades nascentes ou as afastasse para o meio do Atlântico, longe de áreas populosas dos Estados Unidos. No entanto, uma dissipação do El Niño nos próximos meses significará que a temporada de furacões será mais ativa no fim deste ano. De fato, diversos grupos de previsão climática estimam que entre 14 e 16 tempestades serão formadas no Atlântico. A temporada ocorre entre 1o de junho e 30 de novembro. O relatório do CPC, um departamento ligado à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, sigla em inglês), anuncia que "as tendências nas temperaturas da superfície e subsuperfície do oceano indicam que o evento quente (El Niño) está se enfraquecendo." O centro acrescentou que "há uma incerteza considerável nas previsões para os períodos após maio de 2007". "El Niño" é o nome dado a um aquecimento anormal das águas no Oceano Pacífico equatorial. A anomalia foi batizada como El Niño por pescadores da América do Sul no século 19, que foram os primeiros a perceber que o fenômeno geralmente se intensificava durante a época do Natal - o nome é uma alusão ao menino Jesus. O El Niño altera padrões climáticos da África do Sul até a América Latina, podendo gerar fortes tempestades de neve na Califórnia, enchentes no Peru e Equador e secas na Austrália, Indonésia e Filipinas.

Agencia Estado,

08 de fevereiro de 2007 | 16h28

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